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SEITAS: IURD é acusada por série de TV portuguesa de manter uma rede internacional de tráfico de crianças

A televisão portuguesa TVI denuncia um esquema de tráfico internacional de crianças comandada pela seita Igreja Universal do Reino de Deus, comandada pelo empresário Edir Macedo.

As denúncias foram realizadas pelo ex-bispo da seita, Alfredo Paulo, que pediu asilo ao governo da Suíça, onde vive hoje, com medo de ser morto.

 

 

“O Segredo dos Deuses”: TVI revela rede internacional de crianças da IURD em Portugal

Rede de adoções ilegais de crianças portuguesas levadas para o estrangeiro por bispos da IURD – Igreja Universal do Reino de Deus. Série de dez reportagens começa a ser exibida esta segunda-feira no Jornal das 8

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) tinha, na década de 90, um lar ilegal de crianças, em Lisboa, de onde desapareceram vários menores roubados às suas mães.

As crianças eram entregues diretamente no lar, à margem dos tribunais, por famílias em dificuldades e acabavam no estrangeiro, adotadas, de forma irregular, por Bispos e Pastores da igreja.

Após sete meses de investigação, uma equipa da TVI constituída pelas jornalistas Alexandra Borges e Judite França, descobriu as mães a quem roubaram os filhos que falam pela primeira vez.

Estas mães literalmente foram roubadas no que diz respeito aos seus filhos, de quem não sabiam há mais de 20 anos. Esta investigação só foi possível ser conhecida 20 anos depois. Agora, algumas pessoas saíram da Igreja, começaram a ver com distanciamento e guardaram, inclusivamente, documentação original daquela altura. É uma história muito grave. (…) Temos histórias complicadíssimas”, explicou Alexandra Borges, no Jornal das 8 da TVI.

 

Em casos de adoção que são casos sigilosos, chegar às mães é muito difícil. Nós estávamos a fazer um caminho de investigação totalmente diferente e, de repente, tropeçámos numa deixa. Fomos desfiar esse fio e o fio nunca mais acabava, até que conseguimos chegar a essas mães e a algumas dessas crianças. (…) Há 20 anos, a máquina estava muito bem oleada”, acrescentou a jornalista Judite França.

Esta é a primeira série informativa da televisão portuguesa.

“O SEGREDO DOS DEUSES” será revelado em 10 episódios, em exclusivo na TVI, logo a seguir ao Jornal das 8, todos os dias úteis, a partir do dia 11 de Dezembro.

A grande reportagem é da autoria das jornalistas Alexandra Borges e Judite França, com imagem de Ricardo Ferreira, Nuno Ascenção Romeu Carvalho, João Pedro Matoso,Alexandre Vieira (drone), edição de Miguel Freitas e grafismo de Paulo Trindade, Sofia de Botton e João Nunes.

Caso Lucas Terra: líderes da seita IURD e o crime satânico

Através de uma amiga ouvinte de Salvador, tivemos o conhecimento de outro caso escabroso envolvendo a seita IURD. O jovem Lucas Terra foi assassinado após ser violentado sexualmente, torturado e assassinado por líderes da IURD em 2001.

Ex-bispos da Igreja Universal acusados de matar Lucas Terra irão a júri popular

Os ex-bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda – acusados pelo ex-pastor Silvio Roberto Galiza de participação no assassinato do menino Lucas Terra – tiveram o recurso contra a decisão de ir a júri popular negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quarta-feira (5).

O crime aconteceu em 2001. Em novembro de 2013, a juíza Gelzi Almeida havia inocentado os ex-bispos. A família de Lucas recorreu e, em setembro de 2015, o Recurso de Apelação foi julgado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Os desembargadores decidiram, por unanimidade, que os dois religiosos fossem à juri popular. Foi então a vez da defesa dos ex-bispos recorrerem. O STJ confirmou a decisão do TJ-BA, nesta quarta.

O corpo do adolescente Lucas Terra, 14 anos, foi encontrado carbonizado em um terreno abandonado na avenida Vasco da Gama, em março de 2001. Os exames comprovaram que o jovem foi abusado sexualmente e queimado vivo.

O ex-pastor Silvio Roberto Galiza foi preso e condenado a 18 anos em regime fechado por ter estuprado e assassinado o garoto. O motivo do crime, segundo contou em depoimento, foi porque Lucas flagrou os pastores fazendo sexo dentro da igreja.

 

Lucas Terra foi morto com requintes de crueldade em 2001 - Foto: Reprodução

Livro narra detalhes do caso Lucas Terra

Em uma cruzada para ver presos os três acusados pela morte do filho, um pai atravessa as fronteiras do País em busca de justiça. Em viagens que incluem até um apelo à Organização das Nações Unidas (ONU), na Suíça, a via-crúcis  já contabiliza quase duas décadas e cerca de 120 mil km  mundo afora – o equivalente a três voltas no planeta.

É o que conta Carlos Terra, 62, no recém-lançado ‘Lucas Terra – Traído pela obediência’ (EGBA, R$ 30), livro no qual narra em detalhes  sua luta para esclarecer o crime brutal do qual o filho, Lucas Vargas  Terra, foi vítima, em 21 de março de 2001, aos 14 anos.

“Creio que, um dia, esses covardes cairão derrotados e envergonhados. E, se não pagarem por seus crimes aqui, pagarão na eternidade”, afirma Carlos Terra, logo na introdução. Em 330 páginas,  a publicação mostra, sobretudo, os vários capítulos e reviravoltas do caso,  que se arrasta há mais de duas décadas sem desfecho.

O autor, que chegou a concluir a Faculdade  de Direito para se inteirar de todo o processo, também traz à tona a crueldade com que teriam agido os suspeitos: conforme laudo pericial, Lucas foi amarrado, amordaçado, violentado e queimado vivo. “Não há fim lucrativo. O objetivo é lutar por justiça e contar fatos que a imprensa e a sociedade não tiveram acesso”, afirma  Carlos Terra, que conta com a ajuda da mulher,  Marion Terra, 59, na divulgação do livro.

“Queremos  trazer o  o caso  à memória da sociedade. O que aconteceu com  Lucas não pode ficar impune de jeito algum”,  diz a mãe do garoto. ‘Lucas Terra – Traído pela obediência’  pode ser adquirido pelo e-mail carlosterra@hotmail.com.

Mais dois vão a júri

Em novembro de 2005,  o então pastor  Silvio Roberto Santos Galiza foi apontado como autor do assassinato de Lucas. Levado a  júri popular em duas ocasiões, foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Em 2006,  uma reviravolta no caso: Galiza, que hoje cumpre o resto da pena em regime aberto, acusou Fernando Aparecido da Silva e Joel Miranda,  membros da Igreja Universal, como culpados.

Em novembro de 2013, a juíza Jelzi Almeida, porém, os inocentou, sob a justificativa de que não havia provas suficientes. Em setembro último, após  recurso da acusação, o Tribunal de Justiça reformou a decisão e entendeu  que  ambos irão a júri.

STJ vai apreciar recurso

O advogado César Faria, que atua na defesa  de Fernando e Joel, informou ter ingressado com um recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por, segundo ele, haver contradições na denúncia oferecida pelo Ministério Público. “Não há cabimento em acusá-los, uma vez que a denúncia nunca soube dizer qual o motivo do crime.

Em cinco depoimentos, Silvio Galiza apresentou versões diferentes para  transferir sua responsabilidade”, diz. “Vamos arguir a nulidade do processo, pois  essas contradições não permitem a realização do júri”.  Os acusados aguardam em liberdade.

“Mais uma manobra”

O advogado Daniel Keller, que representa a família de Lucas, diz que o recurso levado ao STJ “é mais uma manobra da defesa para ganhar tempo”. “Acredito que esse recurso não vá prosperar. O TJ-BA reformou a decisão por entender que há, sim, fortes indícios sobre os acusados. O MP já apontou que é praticamente impossível Galiza ter cometido o crime sozinho. O julgamento vai ocorrer, mais cedo ou mais tarde”, pontua.

O promotor David Gallo, por sua vez, explica que o recurso em questão não tem poder para barrar o júri. Ele também define o instrumento como “manobra protelatória”. “A defesa recorre de tudo em busca da prescrição. Não há outra explicação. Infelizmente, nossas leis favorecem criminosos”, critica. Procurado, o TJ-BA não se posicionou até a conclusão desta edição. A reportagem não conseguiu contato com a Igreja Universal nem com a defesa de Silvio Galiza.

 

*Nota da IURD enviada para a Rádio Vox
Senhor editor,
Com referência ao texto “IURD é acusada por série de TV portuguesa de manter uma rede internacional de tráfico de crianças”, segue link para manifestação da Universal sobre o assunto: https://www.universal.org/noticias/nota-a-imprensa
Solicitamos que os devidos esclarecimentos seja levados aos leitores desse portal.
Atenciosamente,
UNICOM – Departamento de Comunicação Social e de Relações Instituicionais
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  • Nathanael Giglio

    Boa noite à todos !!

  • Sergio

    Vinda da igreja universal não me causa nenhuma estranheza a varis casos de usurpação de bens e outras coisa feitas pelo seus lideres e bispos!Falta e coragem e vontade jurídica de levar frente todas essas suspeitas!