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Uma Revolução para ser sempre lembrada; mas, nunca comemorada

À medida que a Grande Revolução Socialista de Outubro completa o seu Centenário, é importante lembrar a devastação que causou.

Artigo publicado em 16.10.2017 e disponível em: https://fee.org/articles/a-revolution-to-always-remember-but-never-celebrate/

*Lawrence W. Reed
Tradução de Luciano A. Teixeira

hammersickle

A propaganda, da antiga União Soviética, referiu-se a ela, por décadas, como a “Grande Revolução Socialista de Outubro”, o importante evento que levou Vladimir Lenin ao Poder e deu origem a setenta e quatro anos de governo, do Partido Comunista. Estamos, atualmente, na véspera de seu Centenário.

Não é um aniversário que, alguém deva celebrar.

Para pessoas decentes, em nenhum lugar do Mundo, nada sobre a tragédia russa de 1917 vale a pena comemorar. Tudo sobre isso, no entanto, vale a pena lembrar — e aprender lições importantes. A carnificina, forjada pela ideologia que ascendeu ao Poder há um século, pode permanecer para sempre como um mal insuperável nos anais da depravação humana. Se você não tem certeza exatamente qual era essa ideologia, ou o que lhe chamar, talvez este artigo1 ajude.

Eu me tornei um ativista em favor da liberdade, há 49 anos atrás, em resposta à invasão Soviética da Tchecoslováquia2. Então, em parte, por razões pessoais, não posso deixar passar, esse marco centenário, sem observá-lo de alguma forma.

O Regime Soviético e as demais tiranias [de matiz marxista], no curso do Século XX, geraram, aproximadamente, 100 milhões de vítimas; mas, qualquer artigo, livro ou volumosa coleção [de livros], fazem, de forma adequada, justiça às histórias de sua agonia e sacrifício? Claro que não. Então, com essa limitação em mente, eu opto por fazer uma observação, nesta ocasião, dizendo-lhes um pouco sobre, apenas, duas dessas 100 milhões de vítimas. Os nomes delas são: Gareth Jones e Boris Kornfeld.

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Gareth Richard Vaughan Jones nasceu no País de Gales, em 13 de agosto de 1905. Ambos os pais eram professores, de classe média e determinandos que seu filho teria a melhor educação possível. Aos seus 25 anos, o jovem Gareth obteve graduação em francês, alemão e russo, pela Universidade de Gales e pelo Trinity College, da Universidade de Cambridge. O ex-primeiro-ministro britânico, David Lloyd George, contratou-o, quase imediatamente, como seu Assessor de Relações Exteriores, uma tarefa notável para um jovem de 25 anos.

Gareth deve ter pensado que o Mundo era a sua ostra. Pouco ele sabia que, logo seria um jornalista de celebridades, de nível internacional, e viria a morer antes de completar 30 anos de idade.

No início da década de 1930, Jones realizou duas missões de pesquisa na União Soviética, de Stalin. Ele publicou vários artigos, bem recebidos em grandes jornais ocidentais, sobre suas observações. Antes de uma terceira visita, em março de 1933, ele obteve informações críveis que as condições na Ucrânia, uma das 15 repúblicas soviéticas, eram terríveis. Ele resolveu averiguar, por si mesmo, e agendou uma terceira missão para março de 1933.

Um mês antes, desta jornada fatídica, Jones se viu convidado, por funcionários do governo, para cobrir uma manifestação política em Frankfurt, na Alemanha. Adolf Hitler acabara de ser nomeado Chanceler, em janeiro daquele ano. Três dias antes, do incêndio do Reichstag [sede do Parlamento Alemão], em 27 de fevereiro, Jones foi um dos poucos que, junto com mais algumas pessoas, embarcaram em um avião com Adolf Hitler e Joseph Goebbels, rumo a um comício. Ele pode testemunhar a adulação popular do homem, que logo assumiria o manto de “Fuhrer”; Jones pressentiu os problemas que estavam por vir. Se, apenas, o avião em que ele voava com Hitler e Goebbels tivesse caído, ele escreveu mais tarde, a história da Europa teria sido muito diferente.

Com sua missão, na Alemanha, cumprida, Jones chegou a Moscou em março. A viagem de lá para a Ucrânia foi proibida, mas, isso não o impediu de ludibriar as autoridades soviéticas e fazer o seu percurso até lá, de qualquer maneira. O que ele viu e ouviu o horrorizou. No final do mês, ele retornou a Berlim e relatou [aquilo que vivenciou] ao Mundo. Em um artigo publicado, no New York Evening Post, no Britain’s Manchester Guardian e muitos outros jornais, ele escreveu:

Eu caminhei pelas aldeias e por doze fazendas coletivas. Em todo lugar, se ouvia o clamor: ʽNão há pão. Estamos morrendo.ʼ … Eu estava caminhando pela região da Terra Negra, porque essa fora, outrora, a terra mais fértil e porque os [jornalistas] correspondentes foram proibidos de irem até lá para ver, por si mesmos, o que estava acontecendo.

No trem, um comunista me negou que houvesse uma crise alimentar. Eu joguei uma crosta de pão que estava comendo, do meu próprio suprimento, em uma escarradeira. Um camponês, que era meu companheiro de viagem, pescou-a com raiva e a comeu. Eu joguei uma casca de laranja no esgoto e, novamente, um camponês a apanhou e a devorou. O comunista afastou-se de vista.

Fiquei, de noite, em uma aldeia onde, antes, havia duzentos bois e, agora, existem seis. Os camponeses estavam comendo a forragem do gado e tinham, apenas, mais um mês de estoque de alimentos. Eles me disseram que, muitos já haviam morrido, de fome. Dois soldados chegaram a prender um ladrão. Eles me advertiram para não viajar à noite, pois haviam muitos homens ʽfamintosʼ desesperados.

ʽEstamos esperando a morteʼ foi a minha acolhida… ʽVá mais ao sul. Lá eles não têm nada. Muitas casas estão vazias, [por causa] de pessoas já mortas [pela fome]ʼ, eles choraram.

Jones tinha caminhado por um dos crimes mais odiosos da Grande Revolução Socialista de Outubro3: o Holodomor de 1932-33. Conhecido, também, como Terror da Grande Fome e, ainda, por Holocausto Ucraniano, que foi uma catástrofe intencional, criada pelo homem, planejada a partir do Alto Escalão, que custou a vida de, entre, quatro e dez milhões de pessoas. De Stalin, o Oficialismo Comunista arquitetou isso para esmagar a resistência ucraniana à coletivização forçada da agricultura. Dois anos e milhões de mortes depois, Stalin declarou em um discurso: “A vida melhorou, camaradas. A vida se tornou mais alegre.”

Em Bloodlands: Europe between Hitler and Satin4, o historiador Timothy Snyder se refere ao canibalismo generalizado, durante o desastre:

A sobrevivência era uma luta moral e física. Uma médica escreveu a um amigo, em junho de 1933, que ela, ainda, não tinha se tornado uma canibal; mas, não tinha ʽcerteza de que não serei uma, quando a minha carta chegar até vocêʼ. As pessoas boas morreram primeiro. Aqueles que se recusaram a roubar ou a se prostituíram morreram. Aqueles que deram comida a outros morreram. Aqueles que se recusaram a comer cadáveres morreram. Aqueles que se recusaram a matar seus semelhantes morreram. Os pais que resistiram ao canibalismo, morreram antes de seus filhos terem se tornado.

Gareth Jones, de vinte e sete anos, foi o primeiro jornalista a revelar a infame fome ucraniana para o mundo exterior. Nenhuma pessoa, digna de credibilidade, hoje nega que tenha ocorrido. Mas, em março de 1933, Jones ficou chocado ao constatar que suas revelações foram alvo de descrédito público, por parte de alguns jornalistas mais velhos e bastante respeitados.

O chefe dos detratores [de Gareth] foi o repórter e simpatizante soviético Walter Duranty, do New York Times. Em 31 de março, Duranty escreveu uma artigo, para o The Times, no qual afirmou que os reportes de Jones seria uma invenção. Ele mesmo, citou as fontes do Kremlin (como se fossem confiáveis) que rotulavam Jones como um grande mentiroso.

Duranty nunca se desculpou, por suas alegações contra Jones, nem nunca se retratou por sua propaganda “não há fome”. Mais tarde, ele ganharia um Prêmio Pulitzer por sua “cobertura” da União Soviética. Dácadas mais tarde, o The Times admitiu que seus artigos [os de Gareth] representavam “alguns dos piores relatos que foram publicados neste jornal”. Duranty era um exemplo clássico do que Vladimir Lenin denominou, desdenhosamente, de “idiotas úteis”. (Eles ainda estão por aí, a propósito , em abundância perturbadora. Você pode aprender mais sobre eles nos trabalhos do sociólogo Paul Hollander, aqui5, aqui6 e aqui7.)

Moscou desprezou o fato, de que Jones havia encontrado uma maneira de entrar na Ucrânia contra a sua vontade. Contando, ao Mundo, sobre as condições de lá [Gareth Jones] foi colocado na Lista Negra Oficial. O Ministro das Relações Exteriores soviético Maxim Litvinov (que Jones entrevistou em Moscou) escreveu uma carta pessoal para Lloyd George, informando-lhe que seu colega Jones nunca mais teria permissão de entrar na União Soviética, novamente.

Dois anos mais tarde, Jones e um jornalista alemão cobriram turbulentos eventos na China. Eles foram capturados por bandidos que soltaram o alemão em dois dias, mas continuaram com Jones por mais dezesseis dias. Então, em circunstâncias misteriosas, em 12 de agosto de 1935 — no dia anterior de completar 30 anos de idade — Jones foi morto a tiros. Como um documentário da BBC sugere, a evidência que liga o assassinato à Polícia Secreta Soviética [NKVD] é muito forte.

Duas semanas após o assassinato de Jones, David Lloyd George prestou homenagem ao seu jovem amigo:

Aquela parte do mundo é um caldeirão de intrigas conflitantes e um ou outro interessados, provavelmente, tinham conhecimento que o Sr. Gareth Jones sabia muito do que estava acontecendo [por lá]… Ele foi motivado por um forte entusiasmo, para descobrir o que estava ocorrendo em terras estrangeiras, onde quer que houvesse problemas, e em busca de elementos para as suas investigações, ele não se esquivou de nenhum risco… Eu sempre tive medo de que ele se arriscasse em demasia. Nada escapou de sua observação e ele não permitiu que nenhum obstáculo o afastasse de seu curso, quando pensava que havia algum fato que poderia obter. Ele tinha a habilidade, quase infalível, de entender as coisas que importavam.”

Gareth Jones não viveu para ver suas corajosas reportagens aclamadas. Mas, hoje, a sua memória é celebrada na Ucrânia, onde ele é um Herói Nacional.

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Exatamente, quando nasceu Boris Nicholayevich Kornfeld ninguém parece saber com certeza. Podemos não saber nada sobre ele hoje, se não fosse por alguns parágrafos em um livro famoso de um homem — por enquanto, deixe-me simplesmente me referir a ele como o Sr. X —, cuja vida ele realmente influenciou e, talvez, até ajudou a salvar.

Sabemos que, no final da década de 1940, Kornfeld era prisioneiro, encarcerado em Ekibastuz, um notório campo de trabalho forçado8, na Sibéria soviética. Sabemos que Kornfeld era médico de profissão e, às vezes, lhe era ordenado que cuidasse de outros prisioneiros. Ele era judeu, mas, aparentemente, foi tão influenciado pela fé e pelo estoicismo dos prisioneiros cristãos no campo, que acabou se convertendo. Ele sentiu uma poderosa compulsão para contar aos outros sobre o Cristianismo, ainda que, correndo grande risco pessoal.

Em seu famoso livro, o Sr. X escreve sobre o seu encontro com o Dr. Kornfeld:

Após uma operação, estou deitado na ala cirúrgica de um hospital, do campo. Eu não posso me mexer. Estou quente e febril, mas, no entanto, meus pensamentos não se diluem no delírio e agradeço o Dr. Boris Nikolayevich Kornfeld que está sentado ao lado do meu, na minha cama de campanha, e falando comigo toda a noite. A luz foi apagada, então, meus olhos não irão doer. Não existe mais ninguém na ala.

Fervoramente, ele me conta a longa história de sua conversão do Judaísmo para o Cristianismo. Estou atônito, com a convicção do novo convertido, com o ardor de suas palavras.

Nós nos conhecemos muito vagamente, e ele não era o único responsável pelo meu tratamento; mas, simplesmente não havia ninguém com quem ele pudesse compartilhar seus sentimentos. Ele era uma pessoa gentil e bem educada. Eu não podia ver nada mau nele, nem sabia nada de ruim sobre ele. No entanto, eu estava protegido, porque Kornfeld vivia há dois meses dentro do quartel hospitalar, sem sair. Ele se enclausurou aqui, em seu local de trabalho, e evitou se mudar para o acampamento.

Isso significava que, ele tinha medo de ser degolado. Em nosso acampamento, recentemente, se tornou moda degolar os dedo-duros. Isso tem um efeito. Mas, quem poderia garantir que, somente, se degolavam os dedo-duros? Um prisioneiro teve a sua garganta cortada, em um claro caso de rixa, onde foi resolvido um rancor torpe. Portanto, a auto-prisão de Kornfeld, no hospital não demonstrava que, necessariamente, ele, era um dedo-duro.

Já é tarde. Todo o hospital está dormindo. Kornfeld está terminando sua história… Eu não posso ver seu rosto. Através da janela se vê, apenas, os reflexos dispersos das luzes do perímetro lá fora. A iluminação elétrica, da porta do corredor, cintila em um tom amarelo. Mas, há um conhecimento tão místico em sua voz, que eu estremeço.

Estas foram as últimas palavras de Boris Kornfeld. Inesperadamente, ele entrou em uma das alas vizinhas e deitou-se para dormir. Todos dormiram. Não havia ninguém com quem eu pudesse falar. Então, eu, também, fui dormir.

Fui acordado de manhã, pela correria e pelos duros passos no corredor; Os ordenanças levavam o corpo de Kornfeld, para a sala de operações. Ele recebeu oito golpes no crânio, com um malho de plaina, enquanto ele dormia. Ele morreu na mesa de operação, sem recuperar a consciência.

Quem foi o “famoso” Sr. X que escreveu estas palavras? Ninguém menos que Aleksandr Solzhenitsyn, que foi por dez anos prisioneiro no que, anos mais tarde, ele iria imortalizar no livro “The Gulag Archipelago9, uma das maiores obras literárias e históricas do Século XX. O futuro Prêmio Nobel, Solzhenitsyn, reconheceu que Kornfeld desempenhou um papel fundamental em seu desenvolvimento mental e espiritual, de suportar circunstâncias terríveis. Quando o manuscrito Gulag foi contrabandeado e apareceu impresso no Ocidente, em 1973, ele destruiu o que restava do mito do “paraíso dos trabalhadores” do socialismo soviético.

Boris Kornfeld não era apenas um número. Ele, como os outros 80, ou 90, ou 100 milhões de vítimas da Grande Revolução Socialista de Outubro, era um ser humano real. Ele tinha um nome, uma família, planos e ambições, gostos e desgostos, alegrias e tristezas. Felizmente, ele tinha, também, mais do que um mínimo de decência. Ele compartilhou a verdade e a inspiração e sofreu por isso. Mas, temos boas razões para acreditar que, com a sua coragem, canalizada para a alma de outro homem, ele ajudou a acabar com um verdadeiro Império do Mal.

Gareth Jones iria, eu tenho certeza, estar muito satisfeito com este resultado.

Estas palavras adicionais de Solzhenitsyn, me fornecem uma conclusão apropriada. Pense sobre elas:

O socialismo, de qualquer tipo, conduz a uma destruição total do espírito humano e ao nivelamento da humanidade, para a morte.

Em diferentes lugares, do Mundo, ao longo dos anos, tive que provar que o socialismo, que para muitos pensadores ocidentais é uma espécie de reino da justiça, foi de fato repleto de violência, de ganância burocrática e corrupção e avareza, e, consistente em si mesmo, que o socialismo não pode ser implementado sem o auxílio da violência.

A Grande Revolução Socialista de Outubro foi uma calamidade de primeira grandeza. Não podemos dar desculpas, para isso. Jamais.

Nota do Autor: considere comparecer a este importante evento do Centenário, em 7 de novembro de 2017 em Washington, DC, patrocinado pela Fundação Memorial das Vítimas do Comunismo.10

Notas do Tradutor

1 O autor remete ao artigo, de sua autoria, Socialism: Force or Fantasy? Socialism Is an Endlessly Moving Target, publicado em 10.06.2016. Disponível em: https://fee.org/articles/socialism-force-or-fantasy/.

2 Vide: https://fee.org/articles/remembering-prague-spring/.

3 Sobre o tema, leia o artigo do Dr. Samuel Gregg, que foi traduzido para o português e publicado na Rádio VOX e está disponível em: http://radiovox.org/2017/10/27/quando-o-mal-triunfou-os-100-anos-da-revolucao-russa-de-outubro/.

4 Livro sem tradução para o português.

5 O autor remete ao livro (sem tradução para o português) From Benito Mussolini to Hugo Chavez: Intellectuals and a Century of Political Hero Worship, de autoria de Paul Hollander. Disponível, para venda, em: https://www.amazon.com/Benito-Mussolini-Hugo-Chavez-Intellectuals/dp/1107415071/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1509394761&sr=1-1.

6 O autor remete ao livro (sem tradução para o português) The End of Commitment: Intellectuals, Revolutionaries, and Political Morality in the Twentieth Century, de autoria de Paul Hollander. Disponível, para venda, em: https://www.amazon.com/End-Commitment-Intellectuals-Revolutionaries-Political/dp/1566636884/ref=sr_1_3?s=books&ie=UTF8&qid=1508102878&sr=1-3&keywords=paul+hollander&pldnSite=1.

7 O autor remete ao livro (sem tradução para o português) Political Pilgrims: Travels of Western Intellectuals to the Soviet Union, China and Cuba, 1928-1978, de sua autoria Paul Hollander. Disponível, para venda, em: https://www.amazon.com/Political-Pilgrims-Intellectuals-1928-1978-1983-01-03/dp/B01FKTQJNM/ref=sr_1_11?s=books&ie=UTF8&qid=1508102878&sr=1-11&keywords=paul+hollander&pldnSite=1.

8 Os temidos gulags. Os campos de trabalhos forçados integravam os Sistema Carcerário soviético e se destinavam aos presos políticos e aos presos comuns.

9 Livro com edição (2017) em português, publicado pela editora portuguesa Sextante e traduzido por António Pescada.

10 O Autor faz um convite, para que os leitores compareçam ao evento, em memória das vítimas do Socialismo. Disponível em: <https://fee.org/events/victims-of-communism-centennial-commemoration/>.

*Presidente da Fundação para a Educação Econômica (FEE) e autor de Real Heroes: Incredible True Stories of Courage, Character, and Convictionand e Excuse Me, Professor: Challenging the Myths of Progressivism. Doutor Honoris Causa em Administração Pública, pela Central Michigan University (1993) e Doutor Honoris Causa em Direito, pela Northwood University (2008), Mestre em História, pela Slippery Rock State University (1978), ambos na Pensilvânia e é Bacharel em Economia, pelo Grove City College (1975).

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