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Quando o mal triunfou: os 100 Anos da Revolução Russa de Outubro

O Centenário da tomada do Poder pelos bolcheviques, em 1917, deve ser uma ocasião para a compreensão da natureza amoral e pseudo-religiosa do marxismo

Dr. Samuel Gregg

Doutor em Filosofia Moral e Econômia Política, pela Universidade de Oxford, Mestre em Filosofia Política, pela Universidade de Melbourne, Diretor de Pesquisa do Acton Institute e escritor.

Publicado em The Catholic World Report, 24.10.2017. 

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Cem anos atrás, em 25 de outubro (de acordo com o Calendário Juliano, um movimento político-marxista liderado por um intelectual e ativista político, chamado Vladimir Lenin, desferiu um bem sucedido Golpe de Estado, contra o Governo Provisório da Rússia. A maioria acreditava que os bolcheviques seriam derrotados rapidamente. Quase ninguém reconheceu que, esse Golpe, foi o marco inicial de um dos Regimes mais diabólicos do Mundo; um que durou até o colapso da União Soviética, em 1991.

As implicações, do que veio a ser conhecido como a Revolução de Outubro, não foram realmente compreendidas na época. Isso é, em parte, porque, como o historiador Richard Pipes escreveu em seu épico The Russian Revolution(1990)2, “o Ocidente considerava que, a Rússia estava mentindo, sobre estar na periferia do Mundo Civilizado”, que estava “no meio de uma Guerra Mundial de destrutividade sem precedentes”. No entanto, não demorou muito para que os novos chefes comunistas russos mostrassem o quão longe eles iriam para manter e expandir o seu governo, enquanto procuravam realizar o sonho marxista.

Um culto a amoralidade

A derrubada do Governo Provisório da Rússia, por Lenin e pelos bolcheviques, acabou por ser um exercício de demolição de um castelo de cartas. Contrariamente, aos mitos comunistas posteriores, o Palácio de Inverno [atual Museu Nacional do Hermitage], em São Petersburgo, nunca foi invadido. Após uma resistência simbólica, ele foi invadido por bandos de saqueadores. Moscou, no entanto, era uma questão diferente: ferozes combates, casa-a-casa, foram travados até 2 de novembro.

Em sua narrativa, sobre o Golpe Bolchevique, Pipes ressalta que a maioria da população prestou pouca atenção ao que estava acontecendo.Isso se deveu a algo que foi disseminado por Lenin e seu colega, Leon Trotsky, visto que retrataram o sucesso do Golpe Bolchevique como sendo uma conquista dos trabalhadores e soldados: organizações [do proletariado russo] que funcionaram como um tipo de governo paralelo, nos meses que antecederam o golpe.

Esta não foi a primeira mentira propagada pelos bolcheviques. Desde o início, o Comunismo manteve, e os marxistas acreditavam, que os fins sempre justificam os meios. Com isso, eles não reconhecem nenhuma restrição moral quando se trata de aproveitar e usar o Poder para realizar seus objetivos.

O próprio Lenin exemplificou isto. Os efeitos da disposição de Lenin em mentir, sancionar o roubo em massa e autorizar a execução daqueles considerados uma ameaça para a Revolução Bolchevique diferiram apenas de Stalin em termos de escala. Como Stalin, Lenin era, para usar a expressão de Pipes, “Alheio aos escrúpulos morais”.

Mas, de onde surgiu essa amoralidade essencial? O próprio Lenin não era um sádico. Ele não era o tipo de funcionário que você encontra, em todos os sistemas totalitários: aqueles que têm prazer em torturar ou matar pessoas ou supervisionar tais acontecimentos. Lenin era, diz Pipes, simplesmente apático acerca do sofrimento dos outros; sua falta de preocupação, com a dor deles, refletia suas crenças comunistas.

Esta é uma das razões pelas quais sempre considerei que, “Juanita é uma comunista sincera, mas é uma pessoa boa”, é tão ingênua, ignorante e perigosa como sugerindo que “Hans é um nazista sincero, mas ele é um bom sujeito.” Pois, ser comunista é abraçar opiniões da humanidade tão repreensíveis como as de um nazista convicto. A frase “humanismo marxista” (que você, ainda hoje, ouve nos salas de aula, das faculdades da Europa Ocidental e da Califórnia ou em partes da esquerda política) é tão contraditório quanto o “humanismo nazista”.

Os biógrafos simpáticos e hostis a Lenin concordam que ao abraçar o marxismo, esse ato — por parte dele — envolveu a aceitação sincera da combinação do marxismo, de materialismo filosófico e de uma visão determinista da história. Essa mistura de ideias leva a conclusões claras e perturbadoras.

Primeiro, o verdadeiro materialista filosófico não pensa que há algo especial sobre os seres humanos. Expressões como “dignidade”, “direitos”, “responsabilidades”, dentre outras, são construções vazias no mundo materialista. Em vez disso, as pessoas são apenas “materiais” [no sentido de objetos, que servem a propósitos ideológico-políticos].3 Assim, como qualquer outro objeto material, elas podem ser moldadas — e descartadas — como quaisquer outras. E, a única maneira de determinar quem consegue fazer a moldagem e a finalização [do objeto], neste mundo, é quem possui o Poder de fazê-lo e quem possui menos escrúpulos em usá-lo. O paralelo aqui, entre as implicações do materialismo filosófico do comunismo e a glorificação niilista do nazismo sobre a vontade nietzschiana de Poder, é claro.

Então, onde a visão marxista da história se encaixa nisso? O pensamento Comunista Ortodoxo sustenta que a história é impulsionada por mudanças nos meios de produção e na sua propriedade. Em algum momento, chegaremos ao fim da história: a utopia Comunista que surgirá, depois que o proletariado atingir inevitavelmente o domínio e abolir a propriedade privada, o dinheiro, as diferenças de classes sociais e o Estado (e, sim, há uma dimensão anarquista no Comunismo).

A miséria experimentada pelas pessoas, como parte deste processo é precisamente isto: apenas parte de um processo. Os seres humanos são apenas objetos, através dos quais a história se desdobra.

É por isto que, Lenin ficou impassível, por exemplo, com o sofrimento dos camponeses afetados por uma crise famélica que surgiu na década de 1890 na região do Volga, onde sua família vivia. Lenin se opôs a ajudar camponeses famintos, porque achava que tal assistência impediria seu deslocamento para a cidade em busca de comida e trabalho. Tudo o que acelerasse a sua assimilação, no proletariado urbano, que seria o motor da revolução inevitável, seria bem-vindo — até mesmo uma crise famélica. Tudo o que Lenin acrescentou a isso foi a convicção de que uma vanguarda, liderada por pessoas como ele, poderia acelerar o inevitável, se o conjunto certo de condições surgisse.

É neste sentido que, os acontecimentos subsequentes e sob os Regimes Comunistas — o Terror Vermelho de Lenin; os expurgos e os gulags de Stalin; milhões de mortos durante a Revolução Cultural de Mao, na China; o genocídio projetado pelo Khmer Vermelho, no Camboja; os campos de concentração de [Fidel] Castro e os pelotões de fuzilamento, presididos pelo ícone esquerdista contemporâneo o argentino Che Guevara, em Cuba, entre outros, — não eram aberrações. Eles fluíram logicamente da assimilação do materialismo filosófico pelo Comunismo, da sua visão da história e da convicção de Lenin de que o partido poderia acelerar o inevitável. Lenin estava, apenas, mais à vontade com essa trajetória do que alguns marxistas estão dispostos a admitir.

Uma pseudo-religião

Na rejeição da moralidade e da disposição de fazer o mal — muitas e muitas maldades — para alcançar os objetivos desejados, o caráter criminoso e terrorista do marxismo é descoberto. O próprio Lenin teria se familiarizado com a própria falta de inibições de Karl Marx nessa área. Como Marx escreveu em Neue Rheinische Zeitung4, em maio de 1849: “Quando a nossa vez chegar, não devemos desculpar o terror”.

No entanto, e apesar de toda a essência do materialismo [impregnado na ideologia marxista], o marxismo defendido por Lenin e pelos outros líderes bolcheviques, que assumiram o Poder na Rússia, sempre foi mais do que isso. Ele também equivalia a um tipo de religião: de fato, uma fé profundamente intolerante e que não admitia dissidência.

Esta visão é bem explicada na Segunda Encíclica do Papa Bento XVI, a Spe Salvi56. Referido documento papal foi publicado em novembro de 2007, quase 90 anos após o dia em que os bolcheviques tomaram o Poder, em 1917. O momento, eu suspeito, não foi uma mera coincidência.

Como o título da Encíclica sugere, a mesma enfoca o significado da Esperança Cristã. Em um certo nível, isso envolve distinguir a compreensão Cristã da Esperança do modo como é entendida pelos outros.

De acordo com o Papa Bento XVI, Marx efetivamente tomou o último horizonte de esperança, oferecido pela perspectiva da vida eterna com Deus, e transformou-a em uma teoria da salvação da humanidade, da história, da política e da economia. Marx, então, se dedicou a, segundo as palavras do Papa, “iniciar este novo passo grande e, como supunha, definitivo da história rumo à salvação”. O Papa escreveu, traçando um paralelo direto entre o desenvolvimento dessa religião secular [o marxismo] e a Revolução de Outubro de 1917: “E a revolução deu-se”, observou o Papa, “na forma mais radical na Rússia”.

De acordo com isto, podemos adicionar outras áreas em que o marxismo imita o Cristianismo. Os Regimes Comunistas tinham livros sagrados como Das Capital e profetas como Marx e Engels. Eles possuíam sua própria organização eclesial (o Partido Comunista), com o seu próprio clero hierárquico (membros do partido, do Comitê Central, do Politburo, do Secretariado-Geral), teólogos (teóricos marxistas), santos (Che Guevara) e suas próprias doutrinas: os membros do partido não podiam se desviar, sem comprometer sua ortodoxia. Os Sistemas Comunistas, ainda, tinham sua própria versão do Apocalipse: a Nova Jerusalém do Comunismo. Quanto mais você observa, mais óbvios são os paralelos com o Cristianismo.

Mais havia, comentou Bento XVI, duas falhas fatais em tudo isto. A primeira era a imprecisão de Marx sobre a transição do que era uma suposta fase intermediária — a ditadura do proletariado — para o Comunismo. “Lenin”, afirma o Papa, “ deu-se conta de que, nos escritos do mestre [Marx], não se achava qualquer indicação sobre o modo como proceder (§ 21). Isso abriu a porta para que a fase intermediária se tornasse permanente: ou seja, terrorismo e criminalidade sistemáticos e duradouros.

Mais fundamentalmente, o Papa afirmou que o calcanhar de Aquiles do marxismo acabou por ser suas próprias crenças fundamentais. Pois, se você é um verdadeiro materialista filosófico, não pode acreditar no livre arbítrio ou na livre escolha. Por quê? Porque essas são características distintamente não-materiais dos seres humanos. Você não pode tocar o livre arbítrio. No entanto, sabemos que existe, sempre que fazemos uma escolha livre para uma coisa e não para outra.

Por isso, graças ao seu materialismo filosófico, Marx — e todos os seus seguidores, do passado e do presente — perderam algo de vista. “Esqueceu”, escreveu Bento XVI, “o homem e a sua liberdade”. Por isso, Marx, também, “Esqueceu que a liberdade permanece sempre liberdade, inclusive para o mal” (§ 21).

O ponto fulcral, abordado por Bento XVI, é que a possibilidade de erro e pecaminosidade humana, faz parte do preço a ser pago e que acompanha a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Isso não só significa que não existem céus na Terra. Isso, também, significa que se esforçar para criar a utopia terrestre, prometida pelo marxismo e seus companheiros de viagem, sempre leva à destruição.

Terror, terror e mais terror

A morte e a devastação não demoraram muito para se concretizarem, após a tomada do Poder por Lenin em 1917. Os bolcheviques não foram os criadores do terrorismo de Estado. Mas, a profundidade e extensão do terror, implementado por Lenin8 e seus seguidores, excedeu em muito a da ditadura jacobina da França, que assassinou milhares de “inimigos da Revolução” entre 1793 e 1794.

O Terror Vermelho não foi apenas um resultado da Guerra Civil que engoliu a Rússia, após a Revolução Bolchevique. O terrorismo era uma questão de Política de Estado, para os bolcheviques. Como Trotsky (ele mesmo um defensor do terror de massa que proclamou que “nossos inimigos não enfrentarão a prisão, mas a guilhotina”) mais tarde, Lenin se opôs e reverteu com sucesso a abolição da pena de morte. Seu raciocínio era simples: “Como você pode fazer uma revolução sem execuções?”

O mesmo sangue frio estava plenamente exteriorizado durante uma reunião do Conselho de Ministros, em fevereiro de 1918. Durante uma discussão sobre como lidar com os “contra-revolucionários”, Lenin dirigiu-se a Isaac Steinberg, que era o, não-bolchevique, Comissário Social-Revolucionário da Justiça, e perguntou: “Você, realmente, acredita que podemos ser vitoriosos sem o mais cruel terror revolucionário?”

À medida em que o debate seguia, a raiva de Steinberg sobre as propostas de Lenin para substituir o devido processo legal pela “consciência revolucionária” crescia. Até que, em determinado momento, Steinberg explodiu e interveio dizendo: “Então, por que nos incomodamos com um Comissariado de Justiça? Vamos chamá-lo, abertamente, de Comissariado para Extermínio Social e que seja feito por ele!” A resposta, dada por Lenin, foi: “Bem posto… é exatamente como deve ser… mas não podemos dizer isso.”

Um século atrás, as pessoas que acreditavam nestas coisas assumiram um Império, que estava de joelhos. Esse evento marcou o início de escolhas que, de acordo com o Black Book of Communism (1997)9, resultaram nas mortes de, entre qualquer coisa, 85 e 100 milhões de pessoas no Século XX. A amoralidade, que conduziu a tais oceanos de sangue, e o caráter real do marxismo a partir do qual, essa amoralidade fluiu, são o que devemos lembrar neste Centenário da Revolução de Outubro.

Às vezes, acontece, do mal sair triunfante.

Notas do Tradutor

1 Calendário criado por Júlio Cæsar (n. 13 de julho de 100 a.C. — m. 15 de março de 44 a.C.), em 45 a.C. A Igreja Ortodoxa da Rússia rejeitou a adoção do Calendário Gregoriano (nosso) que foi instituído pelo Papa Gregório XIII (n. Bolonha, 7 de janeiro de 1502 — m. Roma, 10 de abril de 1585).<

2Livro sem tradução para o português.

3 Neste aspecto, tem-se: “[…] Karl Marx, êsse alemão de tamanha influência, que, em 1848, repeliu a concepção democrática do homem, dizendo: ʻpretender que cada um dos homens tem valor próprio como ente soberano é uma ilusão, um devaneio, um postulado do cristianismo que afirma que cada homem tem uma almaʼ.

Mais tarde, na primeira edição de O Capital, êle desenvolveu essa idéia: ʻse falo em indivíduos, é apenas na medida em que êles são personificações de categorias econômicas e representam relações e interêsses de classes particularesʼ.

Em linguagem corrente, isto significa que Marx não cuidava do trabalhador individual ou proletário, como tal. A pessoa em si não tem valor; só vale como representando uma classe revolucionária, e, desde que deixe de pertencer a ela, deixa também de ter valor. Êste desprêzo à pessoa humana, em si, é o primeiro dogma de todos os sistemas totalitários.” (sic SHEEN, Fulton J. Filosofias em luta. Tradução de Cypriano Amoroso Costa. 4. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1961. p. 35-36.

4 O Neue Rheinische Zeitung: Organ der Demokratie (em português, “Nova Gazeta Renana: Órgão da Democracia”) foi um jornal publicado na cidade de Colônia, entre os anos de 1848-1849, e contou com seis edições. Era um instrumento de divulgação do ideário da Liga Comunista, tendo sido dirigido por Karl Marx (que, também, era o redator-chefe) e Friedrich Engels.

5 A Carta Encíclica Spe Salvi (em livre tradução, do latim para o português, “A Esperança Salva”), do Papa Bento XVI, foi tornada pública no dia 30 de novembro de 2007. O documento papal, contendo 35 páginas, aborda a Esperança, que é uma das Virtudes Teologais, e medita sobre a Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 8, 24).

6 Vide (especificamente): §§ 20-23, da Carta Encíclica Spe Salvi.

7 Cf. § 20, da Encíclica Papal.

8 Sobre a propensão, dos marxistas-leninistas, ao uso da violência das armas, para manter o Poder com base no terror: “Em princípio não renunciaremos nunca e nem podemos renunciar ao terror. O terror é uma das formas de ação que pode ser útil e até indispensável em um determinado momento do combate, ante determinado estado das tropas e determinadas circunstânciasʼ. (Lenin — Por onde Começar? — Maio de 1901).

[…]

ʻA ditadura revolucionária do proletariado é um poder conquistado e mantido mediante a violência exercida pelo proletariado sobre a burguesia, um poder não sujeito a nenhuma lei (…) e o partido vitorioso, se não quiser ter lutado em vão, terá de manter seu domínio pelo terror que suas armas inspiram aos revolucionáriosʼ. (Lenin — Contra o Revisionismo.)”. AZAMBUJA, Carlos Ilich Santos.A hidra vermelha. 2. ed. São Paulo: Observatório Latino, 2016. p. 82.

9A edição brasileira recebeu o título de O Livro Negro do Comunismo: crimes, terror e repressão, tendo sido traduzido por Caio Meira e publicado pela Bertrand Brasil, em 1999. O livro (edição esgotada) é de autoria coletiva, destacando-se Stéphane Courtois, entre os autores.

Referências

ARQUIVO MARXISTA NA INTERNET (Seção português). Dicionário político. Disponível em: <https://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/n/nova_gazeta_renana.htm>. Acesso em: 25 out. 2017

AZAMBUJA, Carlos Ilich Santos. A hidra vermelha. 2. ed. São Paulo: Observatório Latino, 2016. 376 p. ISBN 978-0-692-66495-7.

SHEEN, Fulton J. Filosofias em luta. Tradução de Cypriano Amoroso Costa. 4. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1961. 243 p.

VATICANO. Carta Encíclica Spe Salvi do Sumo Pontífice Bento XVI: aos bispos, aos presbíteros e aos diáconos, às pessoas consagradas e a todos os fiéis leigos, sobre a Esperança Cristã. Cidade do Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 2007. 35 p.

Tradução por Luciano Alves Teixeira

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  • Luciano Alves Teixeira

    Alex Pereira, mais uma vez, por me proporcionar colaborar com a Rádio VOX, muito obrigado.