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FORO DE SP: Morre Marco Aurélio Garcia, um dos principais nomes da nomenklatura comunista latino-americana

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Morre Marco Aurélio Garcia

Ele foi assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais
Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo
20 Julho 2017 | 15h44
Morreu nessa quinta-feira, 20, o ex-assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais e ex-presidente do PT, Marco Aurélio Garcia.

Um dos principais formuladores da política externa durante a gestão Dilma Rousseff , ele foi vítima de um ataque cardíaco fulminante. Garcia era professor aposentado do Departamento de História das Universidade de Campinas (UNICAMP).

O dirigente do PT Valter Pomar foi um dos primeiros a homenagear Garcia nas redes sociais. Lembrou que ele foi exilado na França e no Chile durante a ditadura militar, foi vereador em Porto Alegre pelo PCB e militante do movimento estudantil. “Divertido, culto, ateu irredutível, alguém que não tinha vergonha de ser gauche na vida. Fará muita falta”, escreveu Pomar.

Quem foi Marco Aurélio Garcia, o trotskista

Em uma entrevista sobre o Foro de São Paulo, Heitor De Paola explicou a importância fundamental de MAG na criação da organização:

Em sua opinião, quais são os fatores que explicam ter sido o PT o partido designado a fazer o “chamamento das esquerdas” em torno do Encontro de Partidos e Organizações de Esquerda, germe do Foro, nos anos 90?

O PT não foi “designado”, foi o fundador do Foro de São Paulo, arquitetado pelo Marco Aurélio Garcia. Toda a ideia do Foro é genuinamente Made in Brazil. Fidel apreciou a dádiva e incentivou Lula.

Lula havia prometido mandar ajuda, como hoje a Dilma faz, para viabilizar a ditadura cubana no poder, caso fosse eleito em 1989. Com a derrota para Collor foi acionado o “Plano B”, como se diz hoje em dia: a união de todas as organizações comunistas e genericamente esquerdistas da América Latina que foram convocadas para uma reunião em São Paulo. O verdadeiro organizador foi Marco Aurélio Garcia que desde a posse de Lula até hoje ocupa o cargo de “Assessor Presidencial Especial para Política Externa”, o verdadeiro Ministro das Relações Exteriores, os que ostentam este título desde então não passam de fantoches.

Cabeça do esquema no Foro de São Paulo

A jornalista e pesquisadora Graça Salgueiro, autora do livro O Foro de São Paulo, explicou a importância de MAG na organização comunista e do fato de ele estar entre os contatos encontrados no computador do narcoterrorista comunista líder das FARC, Raúl Reyes:

oforospMarco Aurélio Garcia nega a sua própria existência, pois sua função precípua no governo Lula é servir como embaixador do Foro de São Paulo, dos qual as FARC são o braço armado e violento.

Portanova não é o único rio-grandense mencionado nos supostos e-mails. Nas mensagens, Medina afirma ter mantido contatos com o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e o assessor presidencial Selvino Heck, ambos gaúchos e ligados ao PT. Sobre Garcia, um dos e-mails de Medina a Reyes, sem data conhecida, afirma: “Estive falando com a deputada federal Maria José Maninha. Acertamos que ela vai me abrir caminho rumo ao Presidente, via Marco Aurelio García”.

A frieza do narcoditador que festejou a falha mecânica no acidente do avião da TAM em Congonhas

MAG foi flagrado por uma equipe do Jornal Nacional durante a exibição do programa, quando foi levantada a possibilidade de ter ocorrido um defeito mecânico no A320 da TAM. MAG reagiu a matéria de maneira festiva e grosseira, comemorando o fato por poder isentar qualquer possibilidade de responsabilidade do governo brasileiro, através da ANAC e Infraero, no acidente que causou 199 mortos. Foi a maior tragédia aérea registrada no Brasil, e hoje, após 10 anos, nenhum culpado pelo acidente foi condenado.

Comunista trotskista Marco Aurélio Garcia, CEO da organização revolucionária Foro de São Paulo, morre em São Paulo

Por Vitor Vieira

Morreu nesta quinta-feira (20), em São Paulo, o comunista trotskista Marco Aurélio Garcia, principal executivo do Foro de São Paulo e assessor da Presidência da República nos governos do PT, além de fundador do partido. Ele morreu de um infarto agudo. Tinha 76 anos e sofria de problemas cardíacos. Ele era professor aposentado de história da Unicamp e se graduou em filosofia e direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Começou a vida pública como vereador em Porto Alegre, nos anos 1960, pelo antigo Partido Republicano. Como era comunista, e o Partido Comunista Brasileiro estava na clandestinidade desde o final da década de 40, ele concorreu por esse partido.
Durante o regime militar, Marco Aurélio Garcia dava aulas na Faculdade de Filosofia (que abrigava muitos cursos) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde participou de um seminário aberto no Curso de Filosofia. Nesse curso examinava-se as obras de três autores, Georg Hegel, a cargo de Gerd Alberto Bornheim; Louis Althusser, a cargo de Marco Aurélio Garcia, e o existencialista francês Maurice Merleau Ponty, a cargo de João Carlos Brum Torres. Todos foram expurgados da Universidade Federal do Rio Grande do Sul por esquerdismo em 1969. O curso aberto, que recebia até alunos secundaristas, chamava-se “Filosofia da História”. Nessa época, Marco Aurélio Garcia, que tinha sido militante do PCB (Partido Comunista do Brasil), vereador por essa organização clandestina abrigado no Partido Republicano, passara depois para a Dissidência (agrupamento que se formou no Rio Grande do Sul com os militantes que discordaram do PCB após a instalação do regime militar). A Dissidência juntou-se com a Polop (Política Operário, partido comunista trotskista, particularmente ativo em Minas Gerais, que tinha como uma de suas instrutoras de teoria marxista a adolescente mulher sapiens petista Dilma Rousseff) e daí resultou na criação do POC (Partido Operário Comunista). Marco Aurélio Garcia era dirigente desta organização comunista, ao mesmo tempo em que trabalhava como redator na editoria Internacional do jornal Zero Hora, em Porto Alegre. Sua mulher (já falecida), Elisabeth Souza Lobo, dava cursinhos de marxismo para jovens militantes do POC, tendo como texto básico uma cartilha elaborada pela comunista chilena Marta Harnecker (“Os Conceitos Elementares do Materialismo Histórico”).
Quando o POC resolveu aderir à luta armada, no final da década de 60, a repressão política recaiu sobre essa organização revolucionária clandestina e seus militantes e dirigentes. Um dos presos foi o jornalista Luiz Paulo Pilla Vares, em Porto Alegre, pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) da Polícia Civil. Pilla Vares confirmou os nomes de todos os nomes de membros do POC. Saiu da prisão, por intervenção pessoal do empresário Maurício Sirotsky (então dono da empresa de comunicação RBS) e, chegando na redação do jornal Zero Hora, passou a informação sobre o que a polícia política sabia a respeito do POC para outro militante da organização clandestina, também redator do jornal, que a repassou para a direção do partido. Marco Aurélio Garcia era candidatíssimo à prisão. Na época ele morava em uma casa na rua Barros Cassal, próxima da Avenida Independência, em Porto Alegre. Por muito tempo correu a versão cômica de que ele se evaporou de Porto Alegre, junto com sua mulher, assim que houve a soltura de Pilla Vares, com Elisabeth Souza Lobo lamentando-se: “Ai, meus canapés….. ai, meus canapés”. Ela lastimava ter de se afastar dos sofás de cana da Índia que havia acabado de comprar para sua casa.
Muitos conhecidos de Marco Aurélio Garcia relatavam que, naquela época, em Porto Alegre, ele costumava vangloriar-se de sua suposta proximidade com o “filósofo” marxista francês Louis Althusser (autor de “Pour lire Marx”), com o qual teria convivido em curso em Paris. E mostrava como prova disso um guardanapo “rabiscado” por Althusser que era reverenciado em mesas de bares em Porto Alegre. Althusser dizia que a super-estrutura da sociedade capitalista, o mundo do ideológico, superpunha-se às esferas do econômico e do político, vale dizer, condicionava o resto da vida em sociedade. Althusser, soldado francês prisioneiro em campo de concentração alemão, de onde saiu com a psique severamente perturbada ao final da guerra, filiou-se ao Partido Comunista francês em 1948 e passou estudar e depois dar aulas na École Normale Supérieure, em Paris. Em 1946, Althusser conheceu Hélène Rytmann, uma revolucionária de origem judaico-lituana, oito anos mais velha. Ela foi sua companheira até 16 de novembro de 1980, quando foi estrangulada pelo próprio Althusser, num surto psicótico. Ele foi internado em um hospital psiquiátrico, de onde saiu em 1983, isolando-se então até sua morte, em 1990.
Marco Aurélio Garcia, ao escafeder-se de Porto Alegre junto com sua mulher, em direção à Argentina e a seguir ao Chile, acabou rapidamente transferindo-se para Paris, onde viveu como exilado político, dando aulas na Unidade de Nanterre da Sorbonne, saboreando vinhos e charutos de primeira linha, como convém a um dirigente da alta nomenklatura trotskista, no comissariado da 4ª Internacional comunista. Ao mesmo tempo, dedicava-se a preparar e realizar o envio de militantes do extinto POC brasileiro para militância terrorista na organização trotskista argentina ERP (Exército Revolucionário do Povo). Dois desses militantes, que acabaram presos em Buenos Aires, foram os trotskistas gaúchos Flávio Koutzii e Maria Regina Pilla (a Neneca). Flávio Koutzii, na Argentina, recebeu uma submetralhadora que não soube manusear e a qual acabou sendo roubada dele. Em Porto Alegre, Flávio Koutzii tinha o apelido, entre os comunistas, de “Abacuc”, personagem do filme “L’armatta brancaleone”, sobre as cruzadas, do cineasta comunista italiano Mario Monicelli. Até hoje impera a suspeita de que eles foram entregues à repressão argentina pelos próprios companheiros do ERP, que desdenhavam e rejeitavam os companheiros brasileiros. Parte desta versão é admitida em livro de memórias rápidas escrito por Maria Regina Pilla, entitulado “Volto semana que vem”.
Marco Aurélio Garcia, enquanto morava em Paris, teve como hóspede permanente em sua casa o casal trotskista gaúcho Jorge Mattoso e Beth Vargas. Ambos foram militantes do POC. Beth Vargas fez cursinho de marxismo pela cartilha de Marta Harnecker com Elisabeth Souza Lobo. Ao voltarem ao Brasil, o casal se separou. Jorge Mattoso, grande amigão de Marco Aurélio Garcia, acabou presidente da Caixa Econômica Federal no primeiro governo do poderoso chefão da organização criminosa petista Lula, e comandou o estupro da conta bancária do caseiro Francenildo dos Santos, tentando livrar a cara do seu superior, então ministro da Fazenda, o “porquinho” petista Antonio Palocci, que era acusado no processo do Mensalão do PT. Até hoje o humilde Francenildo não recebeu indenização da Caixa Econômica Federal pela violação ilegalíssima de sua conta bancária. Mas, o trotskista Jorge Mattoso vai muito bem, obrigado.
Ao voltar ao Brasil, encerrando seu exílio, Marco Aurélio Garcia conseguiu vaga de professor na Unicamp, a Universidade de Campinas, a universidade petista por excelência no Brasil. Foi um dos condutores da estratégia do trotskismo brasileiro se aninhar no PT, partido que foi fundado com a ressalva em seu regimento interno da admissão da existência de grupelhos organizados dentro do partido. Ou seja, os comunistas trotskistas ingressaram no partido como uma “tendência”. E lá estão até hoje. É o caso do partido comunista clandestino DS – Democracia Socialista, comandado no Rio Grande do Sul por Raul Pont, um ex-subordinado de Marco Aurélio  Garcia no POC. Resumindo: Marco Aurélio Garcia, como dirigente da 4ª Internacional comunista trotskista, fez a mesma, com os seus associados no Brasil e na América Latina, ingressarem no PT. Sempre foi o orientador de “política externa” do PT. Nos quatro governos do PT, comandou a política externa de dentro do Palácio do Planalto, tendo exercido função estratégica na montagem e condução do Foro de São Paulo. Este organismo comunista internacional, que praticamente substituiu a 4ª Internacional, é rigorosamente uma criação de Marco Aurélio Garcia. Ele teve como um de seus assessores nesta tarefa o gardelão argentino Felipe Belisário Wermus, vulgo “Louis Favre”, que foi marido da socialite paulistana Marta Suplicy. Antes disso ele tinha se casado com filhas de grandes empreiteiros brasileiros. E, por último, atuou como assessor presidencial de Ollanta Humala, no Peru, o qual está neste momento na cadeia, por recebimento de propina da Odebrecht. Marco Aurélio Garcia morre com um inigualável galardão, o de ter sido o destruidor da diplomacia brasileira. O País é hoje praticamente um pária no concerto internacional. Entre outras coisas, ele aproximou escandalosamente o Brasil de tudo quanto é regime criminoso, terrorista, existente na face da Terra. Em 2006, também chegou a ser presidente do PT.
Mas, o momento mais marcante de sua existência ocorreu em  julho de 2007. Em meio à consternação causada pelo desastre do Airbus A320 da TAM, que derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas e se incendiou ao bater contra prédio do outro da avenida, matando 199 pessoas, ele apareceu nas telas de televisão naquela noite, em todo o País, fazendo um gesto acidente, e batendo com uma mão aberta sobre a outra fechada, e por isso ficou conhecido como “Top Top”. Naquela noite ele não se consternava pela morte de tanta gente de maneira absolutamente gratuita, por uma confluência de fatores na qual o governo tinha influência muito importante, a começar pela irresponsabilidade do órgão governamental Anac em permitir o funcionamento de uma pista precária como a do Aeroporto de Congonhas em um fim de tarde de chuva forte em São Paulo. Dez anos depois, os familiares das vítimas choram seus mortos sem justiça. Tudo que eles continuam recebendo é um “Top Top”.
“Top Top” era uma lembrança dos Fradinhos do Henfil. Esse apelido ajusta-se perfeitamente à obra de destruição que o comunista trotskista produziu no Brasil e na América Latina, e que levará décadas para regeneração. Com tudo isso, ainda está sendo velado na Assembléia Legislativa de São Paulo. À beira do caixão lastima-se o único filho, que se chama “Leon”. Só poderia mesmo ter ganho esse nome. Se fosse outro, só poderia ter se chamado “Vladimir” ou “Carlos”.
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  • André Luis

    Indo primeiro para acender o caldeirão do nine-finger.

  • fabio jose pereira

    Ja está no inferno, é o tal do top top qdo caiu o avião da TAM, deve muito a Deus, maldito comunista.

  • Ricardo Almeida

    Um a menos. Parabéns pelo site Alex, está muito bonito, agradável para ler, e muito bem organizado.

  • Deneise Semim

    Boa noite Alex e voxers! Menos um comunista.

  • Sheila Thome

    Boa noite Alex, Vitor e ouvintes da Rádio Vox.

  • Edson Ricardo

    Boa noite Vitor Vieira, Boa noite Alex Pereira.

  • nathanael giglio

    Boa noite à todos !

  • Amaury Oliveira Pio Junior – A

    Até que enfim, consegui entrar, boa noite a todos!

  • Pedro Talita

    Boa noite Alex e amigos da vox.

  • Roni Peterson Pinto Dias

    Boa noite Alex Pereira,Vitor Vieira e ouvintes. Na escuta.

  • nathanael giglio

    O Demo precisa tomar cuidado … já foram pra lá Stalin. Fidel, Marx, Gramsci, MAG, …só falta o LULA pra fundar o PTinferno !!

  • Christopher Mattheus

    Boa noite, na escuta.

  • Edson Ricardo

    Vou ouvir de novo este programa, boa noite aí.

  • Luiza Araujo

    …. já foi muita gente desde tempos imemoriais….mas faltam Zé , Thc, Serrote, Motorista e mais alguns…

  • Breno Moreira

    Boa noite Alex Pereira. Pq são Lucas na escuta

  • Jose Borges

    Morreu? Demorou! Que o diabo o receba com o mesmo gesto que ele saudou a morte de 199 pessoas: “Top top, Marco Aurélio!”