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O Brasil chegou ao fim de uma era

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Temer estava na planilha da propina do Porto de Santos em 2001

O procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, prepara uma nova ofensiva contra o presidente Michel Temer relacionada ao Porto de Santos, a mais tradicional área de influência do peemedebista na máquina pública. Janot já pediu a abertura de um inquérito para apurar se Temer beneficiou indevidamente a empresa Rodrimar, que atua no porto, ao editar um decreto. Agora, o procurador quer reabrir uma investigação que poderá comprovar que os laços entre Temer e a Rodrimar são bem mais antigos e foram estreitados, ao longo dos anos, por meio do pagamento de propinas.
O primeiro passo nesse sentido foi dado na terça-feira passada, quando Janot pediu vista dos autos de um antigo inquérito, de número 3.105, que apurava a suspeita de que a Rodrimar pagou, no início da década passada, propina ao então deputado Michel Temer. Este caso foi divulgado por VEJA em 2001 e acabou arquivado, a pedido da própria PGR, dez anos depois. Diante da suspeita de que Temer beneficiou a Rodrimar também no exercício da Presidência, Janot decidiu reexaminar a antiga denúncia.
As primeira pistas sobre as relações umbilicais entre Temer e a Rodrimar chegaram à Justiça, no início dos anos 2000, no bojo de um processo de separação litigiosa entre Marcelo de Azeredo, que presidiu a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), por indicação de Temer, e Erika Santos. Numa tentativa de conseguir um valor maior na partilha de bens, Erika entregou planilhas nas quais relatava um esquema de corrupção no Porto de Santos.
Segundo as planilhas apresentadas por Erika, pelo menos seis contratos renderam dinheiro sujo a Temer, Azeredo e “um tal de Lima”, que, suspeita-se, seja o coronel João Baptista Lima, acusado pela JBS de receber dinheiro sujo em nome do presidente da República. Os papéis entregues por Erika mostram que a Rodrimar desembolsou 600.000 reais para o esquema. Metade do valor teria sido destinado a Temer. O restante, dividido em parte iguais entre Azeredo e o tal Lima. O rateio do butim sempre respeitaria esse percentual. Os documentos mostravam que o grupo Libra, gigante do setor de portos, pagou propina.
Na campanha presidencial de 2014, dois acionistas da Libra doaram 1 milhão de reais a Temer, então candidato à reeleição. Em relatório divulgado no início deste ano, a Polícia Federal diz que o dinheiro pode ter sido repassado como contrapartida pela aprovação da MP dos Portos, cujo relator na Câmara, o então deputado Eduardo Cunha, hoje preso e cassado, fazia as vezes de caixa informal do presidente da República. A denúncia de pagamento de propina da Rodrimar ao então deputado Temer foi arquivada em 2011 pelo ministro Marco Aurélio Mello. Relator do caso, Marco Aurélio decidiu que vai reabrir o inquérito se houver pedido de Janot nesse sentido.

Quinze anos após matar os pais, Suzane Richthofen pede para deixar a prisão

Condenada a 39 anos de prisão pela morte dos pais em 2002, Suzane von Ricthoffen, que está presa há 15 anos, pediu à Justiça para migrar do regime semiaberto para o aberto. Na nova fase, ela poderá dormir fora da cadeia, desde que arrume emprego fixo. No pedido, que tramita sob sigilo, os defensores públicos que advogam para a presidiária argumentaram até que ela foi pedida em casamento, além de enumerar outras qualidades, como bom comportamentoe pontualidade no trabalho de corte e costura que executa dentro do presídio de Tremembé. Em um documento anexado ao pedido, a diretora do presídio, Eliana Maria de Freitas, a quem Suzane chama de “mãe”, declara que a sua “filha” é uma presa de comportamento exemplar.
O pedido para Suzane ganhar a liberdade do regime aberto está no Ministério Público, em Taubaté, na mesa do promotor Paulo José de Palma, que atua junto à 2ª Vara de Execuções Penais de Taubaté. Considerado rigoroso em seus pareceres, ele já havia negado um pedido de progressão de regime a Suzane em 2009 porque um teste chamado Rorscharch, que revela traços importantes da personalidade, aplicado na detenta famosa, revelou que ela é dotada de “egocentrismo elevado” e “agressividade camuflada”, além de ser “manipuladora, insidiosa e narcisista”. No entanto, outro teste criminológico aferiu que ela, uma vez solta, não voltaria a cometer crime semelhante.
Por outro lado, há um ano, De Palma disse que Suzane merece uma chance de voltar a viver em sociedade. “O resultado do teste de Rorscharch é interessante, mas essas são características da personalidade da Suzane e não representam risco à sociedade. Para sabermos se ela realmente está apta a viver aqui fora, precisamos analisar outros elementos. Por exemplo: ela é uma presa que trabalha duro dentro da penitenciária. Isso conta ponto a seu favor”, disse o promotor em agosto de 2016. A veia manipuladora de Suzane ficou bem evidente em 2014, quando ela passou a ter direito ao regime semiaberto. Surpreendentemente, ela pediu para continuar no regime fechado. Ao investigar o que estava por trás desse desejo incomum no universo carcerário, psicólogos do sistema penal descobriram que Suzane não quis deixar a cadeia simplesmente porque não tinha para onde ir.
No entanto, logo sem seguida, ela fez amizade com uma colega de cela, Luciana Olberg, condenada por estuprar duas crianças de três anos juntamente com o namorado. Para ajudar a amiga, Luciana apresentou o irmão, Rogério Olberg, que se interessou por Suzane. Os dois namoraram e já estão planejando o casamento.
Fora da cadeia, Suzane pensa em montar uma confecção, já que ganhou três máquinas industriais de costura do apresentador Gugu Liberato, há um ano, quando deu uma entrevista a ele. No entanto, sua ex-namorada, Sandra Regina Ruiz, conhecida como Sandrão, confiscou o maquinário e disse que só entregará os equipamentos na Justiça.

Pais de vítimas da Kiss pedem saída de promotores que atuam no processo criminal

Os quatro pais de vítimas da tragédia da Boate Kiss, que haviam sido processados por promotores e ex-promotores de Santa Maria, anunciaram, em entrevista coletiva na sexta-feira (30), em Santa Maria, novas ações que pretendem colocar em prática. A principal delas é pedir a retirada dos dois promotores que atuam também no processo criminal da tragédia, Joel Dutra e Maurício Trevisan. Ambos moveram ação contra os pais e também foram os responsáveis pela acusação dos quatro réus no processo criminal que apura a responsabilidade pelo incêndio ocorrido em janeiro de 2013. Sérgio da Silva, presidente da Associação de Vítimas da Tragédia, disse que a medida busca dar transparência para o caso: “Se estamos lutando contra eles, como é que nós vamos nos unir a eles para acusar alguém? Qual a moralidade que tem nisso? Então, queremos moralidade nesse processo”.
Os pais também disseram, por meio de uma nota de repúdio, que não concordam com o pedido de absolvição feito pelo Ministério Público porque consideram que são inocentes e não cometeram calúnia contra os promotores. Nesta semana, o Ministério Público protocolou o pedido de absolvição dos pais Paulo Tadeu Nunes de Carvalho, Sérgio da Silva e Flávio da Silva que foram processados pelos promotores de Justiça Ricardo Lozza, Joel Oliveira Dutra e Maurício Trevisan.
Conforme o Ministério Público, o pedido de absolvição foi feito porque os promotores estão satisfeitos com o resultado dos processos, antes mesmo da conclusão, pois conforme o órgão, as ofensas dos pais aos promotores cessaram. O Ministério Público alega ainda que, no momento em que o recurso dos pais foi negado pelo Tribunal de Justiça, no início da semana, ficou claro que os promotores agiram corretamente durante todo o processo.
Uma mãe de vítima da tragédia, Irá Beuren, também é processada, mas, pelo promotor aposentado João Marcos Adede y Castro e o filho dele, Ricardo Luís Schultz Adede y Castro. Irá é processada por injúria, difamação e falsidade ideológica. Como são processos diferentes, os pais querem que os autores desse caso retirem o processo contra a mãe, pois também consideram que ela não cometeu crime. A defesa de Irá disse que vai aguardar a sentença, já que o processo está em fase mais adiantada.

Programa de repatriação e Lava-Jato retiraram US$ 1,5 bilhão de bancos suíços

O programa de repatriação de recursos do governo federal e o impacto da Operação Lava-Jato afetaram o fluxo de ativos de clientes brasileiros nos bancos suíços. Dados oficiais divulgados na semana passada pelo Banco Nacional da Suíça (o banco central) apontaram que havia US$ 2,4 bilhões em nome de brasileiros depositados oficialmente nos bancos do país até o fim de 2016. O volume é o mais baixo desde 1998. Em 2007, por exemplo, o volume chegava a US$ 4,6 bilhões. Em anos como 2000, o total chegou a US$ 6 bilhões. Em comparação a 2015, a redução foi de mais de US$ 1,5 bilhão.
O valor se refere ao dinheiro de correntistas que tenham declarado a origem e se apresentaram como brasileiros. A estimativa de pessoas ligadas ao mercado financeiro suíço é de que a fortuna real dos brasileiros em bancos do país europeu atinge valores bem superiores. Mas estão em nome de empresas offshore. Ainda assim, os dados do Banco Central suíço servem como um termômetro.
Segundo a Receita Federal, por conta do programa de repatriação, foram regularizados até abril R$ 152,7 bilhões depositados no Exterior. Mas permanecem fora do Brasil R$ 126,1 bilhões. O Banco Central registrou a entrada no país de R$ 26,6 bilhões. Desses, R$ 3,5 bilhões estavam na Suíça.
O programa de repatriação de recursos, realizado no ano passado, foi assunto dos bancos suíços nos últimos meses. O Credit Suisse, um dos maiores bancos do mundo, admitiu em seu informe anual que programas de regularização promovidos na América Latina em 2016 contribuíram para uma fuga de capital do banco. A fuga teria chegado a US$ 1,5 bilhão apenas de clientes latino-americanos. Em seu informe, o banco não cita o nome de países. Mas, em 2016, Brasil e México foram os principais mercados onde se promoveu uma anistia fiscal na América Latina.
O Credit Suisse, que insiste em ter apenas clientes com recursos regularizados, é a segunda instituição financeira suíça a apontar para o mesmo fenômeno. O Julius Baer indicou que também registrou queda de ativos de clientes das Américas. Entre dezembro de 2015 e dezembro de 2016, cerca de US$ 227 milhões de clientes do continente americano deixaram o banco. “As incertezas políticas em diversos países na região, assim como programas voluntários de repatriação, continuam a pesar, em especial no fluxo de ativos.”
Outro fator que pesou para os números de 2016 foi o impacto da Operação Lava Jato. Fontes do sistema financeiro suíço indicaram à reportagem que muitos bancos passaram a ter “cautela” ao aceitar a abertura de novas contas de brasileiros, enquanto mais de mil contas foram bloqueadas pelo Ministério Público da Suíça relativas à corrupção no Brasil. No total, US$ 1,1 bilhão está congelado e, desse montante, US$ 190 milhões já foram devolvidos ao Estado brasileiro.
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  • Sheila Thome

    Boa noite Alex, Vitor e ouvintes da Rádio Vox

  • Nathanael Giglio

    Boa noite Alex Pereira Vitor Vieira e à todos !!

  • Nathanael Giglio

    O filme que o Vitor se referiu :- http://www.adorocinema.com/filmes/filme-5433/

  • Nathanael Giglio

    Alex :- fui até o posto de saúde que fica próximo de onde resido e queria uma consulta rápida com um clinico geral …apenas uma rápida e rotineira checagem … e para minha surpresa a recepcionista me informou que o clínico geral só atendia de terças e sextas feiras das 8:00 às 11:00 hs !!!!

  • Nathanael Giglio

    Vitor tem que tomar água !!

  • Deneise Semim

    Boa noite Alex, Vitor e voxers!

  • Luiz O. Martins

    Boa noite amigos!

  • Pedro Talita

    Bom dia Alex e Vitor. Na escuta.

  • Nathanael Giglio

    Foi o Osvaldo Aranha quem deu suporte ao Getúlio pra ” morder ” a CSN !!!

  • Nathanael Giglio

    Miltinho se não me falha a memória é o cantor !!

  • Nathanael Giglio

    Boa noite à todos !!!