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Brasil: um país apodrecido

Como o Brasil entrou em um processo de apodrecimento e corrupção no sentido bíblico da palavra.

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Veja a lista das pessoas que foram presas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal

Prisão preventiva:
André Luis Baldissera – Diretor da BRF. Segundo a investigação, atuou junto ao chefe da fiscalização do Ministério da Agricultura para que a fábrica de Mineiros (GO) não fosse interditada, depois de terem sido encontrados traços de salmonela em produtos.
Carlos Cesar – Agente de inspeção federal do Ministério da Agricultura no Paraná. Segundo a investigação, agia a mando da chefe da fiscalização para recolher “doações” de empresários do setor de carne.
Daniel Gonçalves Filho – Ex-superintendente regional do Ministério da Agricultura no Paraná e apontado na investigação como chefe e “articulador” do esquema criminoso. É suspeito de ocultar imóveis em nome de terceiros.
Dinis Lourenço da Silva – Chefe da fiscalização do Ministério da Agricultura em Goiás. Suspeito de ter revertido, após pedido de gerente da BRF, a interdição de uma unidade do grupo em Mineiros. Foi flagrado em conversa telefônica pedindo a um gerente da BRF R$ 300 mil para apoio em eleição municipal em Goiás. Outra conversa, segundo as investigações, revela que Dinis recebeu R$ 50 mil de um dono de curtume.
 
Eraldo Cavalcanti Sobrinho – Fiscal agropecuário no Paraná e responsável por fiscalizar a Peccin. Foi apontado por uma funcionária da Peccin como tendo recebido propina para deixar de fiscalizar a empresa. Segundo a apuração, assinou certificados de liberação de cargas para exportação sem executar fiscalização, em troca de dinheiro. Também atuou na fiscalização da Seara, por indicação de um funcionário da empresa, diz a Polícia Federal.
Fabio Zanon Simão – Chefe da assessoria parlamentar do Ministério da Agricultura no Paraná. É suspeito de ter acertado com um frigorífico o pagamento de propina para liberação de abate de equinos.
Flavio Evers Cassou – Funcionário da Seara e ex-fiscal do Ministério da Agricultura no Paraná, responsável, então, por fiscalizar a empresa. Acusado de ter acesso aos sistemas internos do ministério na condição de funcionário da Seara. Entregou aos cuidados da chefe da fiscalização no Paraná uma caixa com carnes e outros produtos. Pediu, segundo a investigação, para que fiscais assinassem certificados que permitiam a exportação de produtos, sem que houvesse fiscalização prévia. Segundo a Polícia Fedeeeral, é suspeito de usar o filho para movimentar recursos, enquanto ainda era fiscal do ministério. A investigação também suspeita da evolução patrimonial dele.
Gercio Luiz Bonesi – Fiscal do Ministério da Agricultura em Londrina. Acusado de intermediar exportação de miúdos de frango para a China pela empresa Jaguafrangos. Atuou, ainda segundo a Polícia Federal, para favorecer o frigorífico Oregon em uma liberação de abate de cavalos.
Gil Bueno de Magalhães – Superintendente regional do Ministério da Agricultura no Paraná. Usou influência do cargo para beneficiar empresas em troca de favores pessoais, segundo a Polícia Federal. “Coordenador do esquema repulsivo de cobrança de propinas”, diz trecho da investigação.
José Eduardo Nogalli Giannetti – Representante do grupo Peccin. Tinha conhecimento de irregularidades na fabricação de produtos da empresa e no pagamento de propina aos fiscais, segundo a Polícia Federal.
Josenei Manoel Pinto – Agente de inspeção sanitária do Ministério da Agricultura no Paraná. Integra “cadeia criminosa” instalada no ministério, diz a investigação. Em gravação de câmeras de segurança, é flagrado levando produtos da empresa Madero, que era responsável por fiscalizar.
Juarez José de Santana – Chefe da Unidade Técnica Regional da Agricultura de Londrina. Lidera, segundo a apuração, “célula autônoma criminosamente organizada” a mando dos responsáveis pela fiscalização do Ministério da Agricultura no Paraná. Acusado de atuar em favor de empresas em relação às quais deveria ser fiscal.
Luiz Carlos Zanon Junior – Fiscal Federal Agropecuário da Unidade Técnica Regional de Agricultura de Londrina (PR). Cobrava das empresas MC Artacho, Wegmed Caminhos Medicinais e Unifrango Agroindustrial pagamento em troca da liberação de certificados de conformidade. Além disso, foi flagrado em conversas com seu filho, o também fiscal Sergio Ricardo Zanon, sobre movimentações de oficiais responsáveis pela fiscalização dentro do órgão.
Maria do Rocio Nascimento – Médica veterinária e chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, na Superintendência Regional do Paraná. É suspeita de usar o cargo para beneficiar a BRF e a Seara, em troca de vantagens pessoais. Chegou a viajar para vários países da Europa com todas as despesas pagas pela BRF, diz a polícia.
Idair Antonio Piccin – Dono do frigorífico Peccin, do Paraná. Acusado de usar aditivos não previstos ou não declarados na produção de linguiças e salsichas, além de fraudar análises laboratoriais dos produtos. Flagrado em conversa discutindo o uso de presunto vencido e estragado na linha de produção. Acusado ainda de pagar propina para fiscais ignorarem irregularidades.
Nair Klein Piccin – Mulher de Idair Piccin e sócia na empresa Peccin. A polícia flagrou uma conversa do casal que mostra que eles usavam cabeça de porco no preparo de linguiça, o que é proibido pela legislação brasileira. Investigadores dizem que Nair pagou propina para fiscais agropecuários ignorarem as práticas sanitárias irregulares.
Normélio Peccin Filho – Irmão de Idair Antonio Piccin e sócio da empresa Peccin. A Polícia Federal flagrou uma conversa entre Idair e Normélio que mostra que a empresa produzia linguiças e salsichas em desacordo com a legislação, usando mais analito amido, nitrito/nitrato e aditivos que o permitido. A empresa também mascarava presuntos podres, segundo investigadores. Diálogos comprovaram ainda a manipulação de amostras de carnes para fraudar exames laboratoriais de fiscalização.
Nilson Alves Ribeiro – Sócio do frigorífico Frigobeto, ao lado de seu filho, Nilson Umberto Saccheli. Ele é acusado de pagar R$ 350 mil em propina para fiscais do Ministério da Agricultura do Paraná, em troca de uma licença para abate de carne de cavalo no frigorífico Oregon, seu parceiro.
Nilson Umberto Saccheli – Sócio do frigorífico Frigobeto, ao lado de seu pai, Nilson Alves Ribeiro. Ele é acusado de pagar R$ 350 mil em propina para fiscais do Ministério da Agricultura do Paraná, em troca de uma licença para abate de carne de cavalo no frigorífico Oregon, seu parceiro.
Paulo Rogério Sposito – Dono do frigorífico Larissa, em Mauá (SP), e candidato a deputado federal por São Paulo em 2010. Foi flagrado orientando funcionários a trocar as etiquetas das datas de validade dos produtos e dizendo não se preocupar com uso de carne vencida há três meses para preparo de alimentos. É acusado de pagar propina a fiscais do Ministério da Agricultura para ignorarem as irregularidades.
Renato Menon – Fiscal agropecuário no Paraná. Segundo as investigações, integra a cadeia criminosa no Ministério da Agricultura e coordenada por Daniel Gonçalves Filho e Maria do Rocio Nascimento. Recebia dinheiro ou produtos para liberar cargas sem fiscalizá-las, diz a PF. Também atuava na fiscalização da empresa Madero, que não cometia irregularidades, e mesmo assim a pressionava para pagar propina.
Roberto Brasiliano Da Silva – Conhecido como Braz, é ex-assessor parlamentar do ex-deputado pecuarista José Janene e foi candidato a vereador em Londrina (PR) pelo PEN em 2016. Não tem cargo no Ministério da Agricultura, mas era colaborador de Juarez José de Santana, chefe Unidade Técnica Regional da Agricultura de Londrina. Recolhia propinas para Juarez e ajudava a camuflar os produtos dos crimes, segundo a investigação.
Roney Nogueira dos Santos – Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da BRF e apontado como articulador do grupo junto a órgãos públicos. Segundo as investigações, praticou crimes contra a administração e saúde pública, em coautoria com servidores da Superintendência Regional do Paraná. É acusado de atuar para influenciar nas decisões dos fiscais do Ministério da Agricultura.
Sebastião Machado Ferreira – Agente de Inspeção Sanitária e Industrial, subordinado a Juarez José de Santana. Recolhia produtos oriundos de extorsão junto a frigoríficos e armazenava as carnes em sua casa.
Sergio Antonio de Bassi Pianaro – Agente de inspeção sanitária do Paraná. Integrava a cadeia criminosa coordenada por Daniel Gonçalves Filho e por Maria do Rocio Nascimento. Segundo as investigações, trabalhava em conjunto com Tarcísio Almeida de Freitas, fiscalizando a empresa Peccin. Diálogos interceptados mostram que eles sabiam das irregularidades sanitárias na Peccin, mas faziam vista grossa, em troca de dinheiro e alimentos.
Tarcísio Almeida De Freitas – Agente de inspeção sanitária do Paraná. Integrava a cadeia criminosa coordenada por Daniel Gonçalves Filho e por Maria do Rocio Nascimento. Uma testemunha declarou que Tarcísio recebia dinheiro e benefícios para mentir em relatórios de fiscalização da Peccin. Diálogo interceptado pela polícia mostra Tarcísio reclamando para Sergio Pianaro sobre a qualidade dos produtos da Peccin.
Prisão temporária:
Alice Mitico Nojiri Gonçalves – Esposa de Daniel Gonçalves Filho, considerado o articulador do esquema criminoso no Paraná. A polícia diz que ela sabia da atividade criminosa do companheiro. Diálogos interceptados pela polícia indicam que Alice recebia em casa dinheiro de propina e “encomendas” fruto de extorsão a empresários. Tinha ainda empresas de fachada em sociedade com o marido.
Rafael Nojiri Gonçalves – Advogado e filho de Daniel Gonçalves Filho, considerado o articulador do esquema criminoso no Paraná. Rafael recebia dinheiro de propina em sua conta bancária e atuava como parceiro nos negócios paralelos do pai. Segundo a polícia, ele tem empresas de fachada em sociedade com Daniel.
Brandízio Dario Junior – Fiscal federal agropecuário, responsável pela descentralizada do Ministério da Agricultura em Maringá (PR). Participou de uma reunião com empresários locais em um shopping, ao lado de Juarez José de Santana, que liderava uma célula criminosa autônoma no Paraná.
Celso Dittert de Camargo – Agente de inspeção do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa) no Paraná. Atuava na empresa Madero ao lado do fiscal Renato Menon. Ele e Menon pressionavam a Madero, que não promovia irregularidades. Como a empresa não “ajudava” os fiscais, eles começaram a criar empecilhos. Celso mandou paralisar atividades da Madero alegando falta de higienização e disse que a situação se repetiria caso não houvesse “ajuda”. Os dois levavam carnes da empresa, como hambúrgueres, picanhas e filés mignon. Depois, começaram a receber dinheiro. A empresa mudou a sede para fugir dos fiscais.
Leomar José Sarti – Classificador de Produtos da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), lotado em Foz do Iguaçu (PR), e também atuava em conjunto com o fiscal Antonio Garcez da Luz. A investigação diz que Leomar orientou fiscal a liberar carga de ervilha podre e mal cheirosa, apagando parte do laudo de vistoria que observava irregularidades.
Luiz Alberto Patzer – Agente de inspeção do Ministério da Agricultura e também auxilia Juarez José de Santana, que liderava uma célula criminosa autônoma no Paraná. Fez oito operações de crédito em uma conta de Juarez, num valor total de R$ 10 mil. Segundo a polícia, isso indica que Patzer recolhia propina de empresas fiscalização e a repassava para Santana.
Marcelo Tursi Toledo – Auditor fiscal federal agropecuário. Foi flagrado conversando com Osvaldo José Antoniassi sobre recebimento de propina, segundo a polícia.
Osvaldo José Antoniassi – Fiscal federal agropecuário atuante em Foz do Iguaçu (PR). Foi flagrado conversando com Marcelo Tursi Toledo sobre recebimento de propina, segundo a polícia.
 
Sidiomar de Campos – Agente administrativo em unidade técnica regional de agricultura em Londrina. Era executor de ordens de Juarez José de Santana, que liderava uma célula criminosa autônoma no Paraná. Recolhia e entregava encomendas suspeitas.
Antonio Garcez da Luz – Fiscal federal agropecuário, chefe do escritório do Ministério da Agricultura em Foz do Iguaçu (PR). Era próximo de Daniel Gonçalves Filho e de Gil Bueno de Magalhães, mas não integrava essa organização criminosa. Agia paralelamente, mantendo seu grupo criminoso na cidade fronteiriça.
Mariana Bertipaglia de Santana – Filha de Juarez José de Santana, que liderava uma célula criminosa autônoma no Paraná. Teria atuado como “laranja” do pai e chegou a ser sócia em empresas agora investigadas pela polícia.

Advogado que discutiu com o juiz Sérgio Moro deixa a defesa do poderoso chefão Lula

O advogado Juarez Cirino dos Santos enviou um comunicado ao juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, informando a renúncia ao mandato de defesa do poderoso chefão da organização criminosa petista e ex-presidente Lula. Além de Cirino, renunciaram também a advogada June Cirino dos Santos e Jair Cirino dos Santos, filha e irmão do advogado. Os advogados não revelaram o motivo da renúncia, mas destacaram o papel de Lula como “sindicalista, criador e dirigente do Partidos dos Trabalhadores“. Segundo a nota, os profissionais continuarão na defesa do petista por mais dez dias como manda o Estatuto do Advogado. Cirino protagonizou episódios incômodos a Moro durante audiências da Lava Jato. Em dezembro do ano passado, o advogado discutiu com o juiz na audiência das testemunhas de acusação no processo em que Lula é réu na Operação Lava Jato pelo apartamento tríplex no Guarujá. Na ocasião, o advogado protestou diante de uma pergunta do Ministério Público para a testemunha Marilza Marques, ex-funcionária da OAS, e interrompeu o procurador três vezes. Moro advertiu o advogado informando que ele estava sendo “inconveniente”. “Doutor, o senhor está sendo inconveniente! Já foi indeferida sua questão, já está registrada e o senhor respeite o juízo!”, disse Moro. Diante da insistência de Cirino, Moro voltou a interrompê-lo e alterou o tom de voz: “O senhor respeite, o senhor respeite o juízo!” O advogado, em outra audiência, classificou as perguntas de Moro como as “de um inquisidor, não de um juiz”.

Governo brasileiro suspende a exportação de carne de 21 empresas devido à investigação da Polícia Federal

O Brasil suspendeu a exportação de carne das 21 empresas investigadas na Operação Carne Fraca, que investiga um esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e frigoríficos. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que não serão mais emitidos certificados de exportação para essas empresas. No entanto, a venda dos produtos fabricados por essas 21 empresas continuará liberada para o consumidor brasileiro. Maggi disse que essas companhias estão sob um regime especial de fiscalização. “Não há qualquer preocupação. O que aconteceu foi um desvio de pessoas, que já foram afastadas. Espero que as demais estejam trabalhando dentro da lisura e ética que convém”. O ministro afirmou que o consumidor brasileiro pode continuar comprando suas carnes com tranquilidade, pois confia na qualidade do produto. “A garantia é que nosso sistema é forte, mas está sob suspeição. Não posso acabar com uma cadeia produtiva inteira por suspeição. Se olhar por que estão sob suspeita, ninguém será por adulteração de produto, não é sobre qualidade. São problemas de relacionamento de fiscais com frigoríficos. A suspeição não é sobre a qualidade”, disse. Ele voltou a ressaltar a importância do setor de produção de carnes, lembrando que emprega 6 milhões de pessoas. Segundo ele, a carne alvo da investigação já deve ter sido consumida, uma vez que a operação da Polícia Federa tem mais de dois anos. De qualquer forma, o ministério está coletando amostrar de carnes nos mercados, e, caso encontre problemas, irá recomendar a retirada das mercadorias de circulação. Maggi afirma que a BRF Brasil já está retirando por conta própria lotes com o selo de inspeção “SIF 1010” de circulação. “Fizemos a exoneração dos dois superintendentes e vamos intervir, sim, se necessário”, afirmou ele sobre superintendências regionais.

Carne brasileira começa a ser barrada em vários países

O mercado internacional começa a reagir à Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal contra um esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e frigoríficos. China, Coréia do Sul e Chile já anunciaram restrições temporárias à entrada da carne brasileira. O Ministério da Agricultura confirma que apenas a China pediu informações ao governo brasileiro sobre a carne exportada. Enquanto o Brasil não der essas informações, a carne brasileira que chegar à China fica parada no porto. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tem uma videoconferência com autoridades chinesas às 21h (horário de Brasília). O governo informa não ter sido comunicado sobre o banimento da carne em outros países. Mas o Ministério da Agricultura do Chile informou no Twitter a suspensão temporária da compra de carne brasileira.
A União Européia informou que está monitorando as importações de carne brasileira e de todas as empresas envolvidas na Operação Carne Fraca. “A Comissão garantirá que as empresas envolvidas na fraude tenham suas exportações para a União Européia suspensas”, disse à imprensa britânica um porta-voz da entidade. Segundo agências internacionais, a Coréia do Sul vai intensificar a fiscalização da carne de frango importada do Brasil e banir temporariamente a entrada de produtos da BRF, uma das empresas citadas na Operação Carne Fraca. Em nota, a BRF informa “que não recebeu nenhuma notificação oficial das autoridades brasileiras ou estrangeiras a respeito da suspensão de suas fábricas por países com os quais mantém relações comerciais, incluindo Coréia do Sul e União Européia”. BRF Brasil é o grupo empresarial do empresário filopetista Abilio Diniz, adepto do capitalismo páraestatal tão incrementado pelo regime petista no Brasil..
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