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Eike Batista, o “midas” dos governos petistas é procurado pela Interpol

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Advogado assegura que o bilionário de papel Eike Batista vai se entregar o mais rápido possível

O advogado do empresário Eike Batista afirmou nesta quinta-feira que seu cliente pretende se entregar à Justiça o mais breve possível. Fernando Martins informou que o empresário está em Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de reuniões de negócio. “Estamos em contato com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, e a intenção dele é cooperar com esses órgãos, como sempre cooperou, e retornar o mais rápido possível”, disse o advogado. A Justiça expediu mandado de prisão preventiva contra Eike Batista e mais oito pessoas acusadas de desvio de dinheiro de obras públicas, corrupção ativa, passiva e organização criminosa. Entre as prisões está a do ex-governador Sérgio Cabral, que já se encontra detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro.

Polícia Federal apreende Lamborghini que estava na sala da mansão de Eike Batista

Pela segunda vez, o carro Lamborghini Aventador, ano de fabricação 2012, avaliado em R$ 2,5 milhões e que ornamenta a sala do empresário Eike Batista, foi apreendido pela Polícia Federal. O delegado Tácio Muzzi, titular da delegacia de Combate à Corrupção (Delecor), disse que também foram apreendidos outros veículos, mas que o balanço ainda não foi fechado.

Os carros, no entanto, ficarão na casa do empresário, nomeado fiel depositário dos bens. Por enquanto eles estão bloqueados e não podem ser vendidos. Em 2015, um outro carro apreendido de Eike Batista virou notícia. Um Porsche Cayenne branco foi utilizado pelo juiz Flávio Roberto de Souza, do Rio de Janeiro, que foi flagrado dirigindo o veículo, que estava sob responsabilidade da Justiça.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região condenou o juiz por violação do Código de Ética da Magistratura – a pena foi a aposentadoria compulsória com direitos proporcionais ao tempo de serviço. Naquele mesmo ano, a Polícia Fedderal apreendeu outros cinco veículos, o equivalente a 127.000 reais em dinheiro (90.000 reais e 27.000 em outras moedas), 16 relógios, um celular e um computador na casa do empresário, no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Também foram apreendidos objetos de luxo mais excêntricos para eventual leilão e reparação dos danos causados: um ovo Fabergé (jóia utilizada para esconder miniaturas), um piano, dois motores para lancha e uma escultura. Eike Batista transferiu imóveis para os filhos, e o Ministério Público Federal avaliou que as operações foram feitas para evitar irregularmente perda de patrimônio. Por isso, foi determinado o bloqueio de até 3 bilhões de reais em bens e ativos financeiros para garantir o ressarcimento das perdas causadas pelo naufrágio de empresas do Grupo X.

O empresário já é réu na Justiça Federal do Rio de Janeiro pelos crimes de manipulação de mercado, falsidade ideológica, formação de quadrilha, indução do investidor ao erro, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado. Mas ele ainda é investigado por lavagem de dinheiro, porque usou offshores para esconder parte do patrimônio que possui.

Advogados abandonam defesa de Sérgio Cabral após calote milionário

Após calote milionário, os advogados do ex-governador Sérgio Cabral abandonaram a defesa do peemedebista acusado de receber um “oceano” de propina. O escritório que defendia o ex-governador no Paraná comunicou na quarta-feira à Justiça que não vai atuar mais na defesa. Os advogados acompanhavam as investigações contra Sérgio Cabral que estão nas mãos do juiz Sergio Moro. Nesta quinta-feira, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro afirmou que já conseguiu recuperar cerca de 270 milhões de reais da propina paga ao ex-governador no Exterior. A ocultação desses recursos era feita, segundo a procuradoria, por operadores ligados ao empresário Eike Batista, alvo da Operação Eficiência deflagrada nesta manhã. O valor representa quase 80% dos 100 milhões de dólares — cerca de 340 milhões de reais — ocultados pelo ex-governador no Exterior.

Polícia Federal ficou sabendo da ida de Eike Batista para os Estados Unidos horas antes da deflagração da operação

Um dos alvos da Operação Eficiência, desdobramento da Operação Lava Jato deflagrada nesta quinta-feira, o empresário Eike Batista teria comprado às pressas a passagem que o levou há dois dias para Nova York, nos Estados Unidos. Ele teria embarcado para o Exterior com seu passaporte alemão, o que dificultou o rastreamento pela Polícia Federal. A Polícia Federal admitiu que só ficou sabendo que Eike Batista não estava no Brasil horas antes de deflagrar a operação e que o empresário não foi incluído na lista de pessoas impedidas de embarcar para evitar que ele soubesse da investigação com antecedência. A corporação ainda não trabalha com a hipótese de vazamento, o que é uma bobagem evidente.
Mesmo diante dessa informação, o delegado Tacio Muzzi afirmou que não seria “viável” aguardar uma posição sobre a situação dele por envolverem diversos outros investigados. A Polícia Federal ainda evita afirmar que houve intenção de fuga por parte de Eike Batista, mas observa que, se ele não entrar em contato em “prazo curtíssimo” para combinar a sua apresentação à Justiça, será considerado foragido. Os policiais brasileiros confirmam que a Interpol será acionada também para localizar o empresário, incluindo-o em cadastros internacionais de procurados.
O receio, agora, é que, como possui passaporte europeu, Eike Batista possa tentar fugir para outro país. Pela manhã, a defesa do empresário afirmou que ele estava “viajando”, mas que se apresentaria espontaneamente. A Polícia Federal afirmou que, de fato, o advogado de Eike Batista entrou em contato com essa informação, mas, como não precisou em que país e cidade ele estaria, nada foi combinado a respeito da logística de seu retorno ao Brasil. A Polícia Federal afirmou, também, que, uma vez de volta ao País, caberá à Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro determinar o presídio para onde ele será encaminhado. Existe expectativa em torno desse ponto, uma vez que, diferentemente de outros investigados, como o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), Eike Batista não possui diploma de ensino superior.
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