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Golpe do Baú: MPF pede cadeia para ex-diretores do banco de agiotagem de Silvio Santos





Agora fica faltando uma investigação do dinheiro sujo recebido por Silvio Santos-SBT e Antônio Augusto Amaral de Carvalho, o Tuta da rádio Jovem Pan, na venda da TV Record de São Paulo para Edir Macedo da “igreja” Universal. Dezenas de milhões de dólares vindos diretamente da “cocaína vermelha” do Cartel de Cali, na Colômbia.

10/10/16 – MPF pede a condenação de 9 ex-diretores do Banco Panamericano por crimes contra o sistema financeiro

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O banco do grande “capitalista” Silvio Santos, uma arapuca para agiotagem

Penas podem variar de 3 a 78 anos de prisão; procurador pede a absolvição de outros 5 ex-diretores e de três funcionários do banco

O Ministério Público Federal de São Paulo ofereceu memoriais à 6ª Vara Federal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro, pedindo a condenação de nove ex-diretores do Banco Panamericano acusados por gestão fraudulenta e outros crimes, cometidos, entre os anos de 2007 e 2010 na administração da instituição. A gestão criminosa causou um rombo no banco, que acabou sendo vendido por seu controlador, Silvio Santos, à Caixa Econômica Federal.
Memoriais é a fase processual conhecida antigamente como alegações finais, na qual acusação e defesa resumem o caso e apresentam as razões pelas quais defendem a condenação ou a absolvição dos réus. Nesta fase, o MPF considera as provas obtidas em todo o processo e, neste caso específico, além das nove condenações, pediu a absolvição de oito dos 17 réus.
Atual responsável pelo caso, o procurador da República Rodrigo de Grandis pediu a condenação de:
  1. Luiz Sebastião Sandoval, ex-presidente do Conselho de Administração do banco, por quatro episódios de gestão fraudulenta, por gestão fraudulenta combinada com apropriação indébita financeira, mais um caso de apropriação indébita financeira e por induzir ou manter em erro sócio, investidor ou repartição pública sobre a situação do banco. Para o MPF, os crimes tiveram como causa a omissão relevante do ex-presidente do banco, que, de sua posição, poderia ter impedido o rombo. O pedido de condenação sugere que as penas de cada delito sejam somadas. Neste caso, Sandoval pode ser condenado a penas que variam de 3 a 78 anos de prisão;
  2. Rafael Paladino, ex-diretor superintendente do banco,  por quatro episódios de gestão fraudulenta, por gestão fraudulenta combinada com apropriação indébita financeira, mais um caso de apropriação indébita financeira. Somadas, as penas poderão variar de 8 a 72 anos de prisão;
  3. Wilson Roberto de Aro, ex-diretor financeiro, é acusado de quatro crimes de gestão fraudulenta, gestão fraudulenta combinada com apropriação indébita financeira, mais um caso de apropriação indébita financeira. Somadas, as penas poderão variar de 8 a 72 anos de prisão. Réu confesso, de Aro assumiu sua participação nos crimes na gestão do banco. Em virtude disso, o MPF pediu a redução de sua pena em dois terços;
  4. Marco Antônio Pereira da Silva, chefe da contabilidade do banco, por três episódios de gestão fraudulenta. Somadas, as penas poderão variar de 3 a 36 anos de prisão;
  5. Cláudio Baracat Sauda, ex-diretor de controladoria e ex-gerente de compliance do banco, por dois episódios de gestão fraudulenta de forma omissiva. Se condenado, sua pena pode varia de 3 a 24 anos de prisão;
  6. Adalberto Savioli, ex-diretor de crédito; por um crime de gestão fraudulenta. Se condenado, sua pena pode ser de 3 a 12 anos de prisão;
  7. Antônio Carlos Quinta Carletto, ex-diretor de cartões; por um episódio de gestão fraudulenta. Se condenado, sua pena pode ser de 3 a 12 anos de prisão;
  8. Eduardo de Ávila Pinto Coelho, ex-diretor de Tecnologia da Informação;  por um caso de gestão fraudulenta. Se condenado, sua pena pode ser de 3 a 12 anos de prisão;
  9. Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno, ex-diretor jurídico; por um episódio de gestão fraudulenta combinada com apropriação indébita financeira, cuja pena pode variar de 3 anos e 6 meses a 18 anos de prisão.

Além das penas de prisão, o MPF requereu a aplicação de pena de perdimento dos bens apreendidos de propriedade destes 9 réus em favor da União, visando recuperar, ainda que parcialmente, o prejuízo do Estado na aquisição do banco.
O MPF pediu a absolvição total de cinco ex-diretores e três funcionários do banco: Marcos Augusto Monteiro, Maurício Bonafonte dos Santos, Carlos Roberto Vilani, Elinton Bobrik, Mario Tadami céu, Vilmar Bernardes da Costa, José Maria Corsi e João Pedro Fassina.
DENÚNCIA. Em 2012, o MPF denunciou 14 ex-diretores e três ex-funcionários do Banco Panamericano por crimes contra o sistema financeiro nacional. Segundo a denúncia do MPF, estes executivos fraudaram a contabilidade do Banco Panamericano, melhorando o resultado dos balanços em pelo menos R$ 3,8 bilhões (em valores não atualizados). Nesse mesmo período eles receberam da instituição financeira, em “bônus” e outros pagamentos irregulares, mais de R$ 100 milhões.
No curso do processo, o Banco Central ingressou no feito como assistente de acusação.
Segundo a denúncia, fraudes contínuas nas demonstrações contábeis do Banco Panamericano permitiram a criação fraudulenta de um resultado positivo superior a R$ 3,8 bilhões. O esquema era coordenado por Sandoval, Palladino e Wilson Roberto Aro, diretor financeiro.
Lançamentos manuais na contabilidade do Panamericano permitiram fraudar a contabilização das carteiras cedidas em R$ 1,6 bilhão e a contabilização das liquidações antecipadas em R$ 1,7 bilhão. O valor que deveria ser indevidamente contabilizado era estabelecido em reuniões mensais, com a participação de vários dos denunciados, aumentando fraudulentamente o falso resultado positivo do banco, que só em 2010 passou a apresentar prejuízo no papel.
A fraude era realizada de duas formas. Na primeira, as dívidas em situação de inadimplência eram transferidas para a empresa Panamericano Administradora de Cartões, que não era fiscalizada pelo Bacen. Assim, o resultado do Panamericano era artificialmente melhorado através da falsa celebração de contratos de renegociação da dívida, que nem chegavam a ser comunicados aos clientes. Na outra, as dívidas eram simplesmente extintas e substituídas por uma nova operação de crédito simulada. Assim, melhoravam a avaliação de risco das operações de crédito.
BÔNUS E SAQUES. Entre abril de 2007 e novembro de 2010, os 17 réus receberam bônus na casa dos R$ 90 milhões de reais por intermédio de pessoas jurídicas constituídas pelos diretores para prestação de serviços ao Panamericano. Para De Grandis, uma vez analisado todo o processo, o contexto permite inferir que o pagamento de bônus era parte de uma política da holding, o grupo Silvio Santos, sobre a qual os acusados não tinham nenhuma ingerência.
Por conta disso, o procurador pediu a absolvição sumária de seis dirigentes do banco acusados somente por este suposto crime financeiro. O MPF também requereu a absolvição para esta imputação de todos os réus, inclusive daqueles que cometeram outros crimes e para os quais o MPF está pedindo a condenação.
Também foram registrados saques em espécie – praticados por Sandoval, Palladino, Aro e Bruno na casa de milhões de reais e o MPF pediu a condenação deles por este crime_ apropriação indébita financeira, que é quando o diretor ou agente financeiro retira dos clientes ou do banco em proveito próprio.
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
Mais informações à imprensa: Marcelo Oliveira
11-3269-5068
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  • Zulmira Ferreira

    São os parentes da esposa dele que o roubou também, quase o levou a falencia..Pessoa publica e empresário igual ao Silvio em ser correto e honesto ..duvido que existe mais do que ele no Brasil alias no mundo…Que ninguém venha agora tentar difamar o Silvio Santos..