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Mais uma da Agência Publica do George Soros

Acusar sem provas cobrando provas

Ela trabalha para o George Soros e sua Open Society assim como a poderosa Ford Foundation, e para arrematar no maior esquema de roubos e extorsões de documentos governamentais, de seguranças nacionais e empresariais de toda história da humanidade, e ainda posa de “jornalista independente”. Esse é o caso da Natalia Viana, diretora da ONG milionária de mídia esquerdista Agência Publica, situada em uma mansão na Zona Oeste da cidade de São Paulo, onde divide as suntuosas instalações com mais um grupo de outras ONGs esquerdistas. Tudo muito bem financiado e fazendo parte de um esquema internacional, contando com mais de 150 ONGs do mesmo tipo da Agência Publica somente nos Estados Unidos, como o ICIJ — que conta com a participação de nomes como Claudio Tognolli e Fernando Rodrigues –,  o Center for Investigative Reporting, Center for Public Integrity, Abraji, o INN... a lista parece não ter fim. Sim, os bilhões de George Soros foram jogados nessas organizações nas últimas décadas. Isso sem contar com outras que operam em outros esquemas, como o Project Syndicate, sediado em Praga (Rep.Tcheca), a maior associação de mídia opinativa globalista esquerdista da nossa galáxia!

Tudo isso financiado principalmente pelos bilhões de dólares do megaespeculador financeiro metacapitalista George Soros. Isso podemos provar, e até mesmo a ONG da Natalia prova, com um selo que abre as portas em todo mundo para a elite da grande mídia a serviço do globalismo.

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Veja faturou mais de R$ 400 milhões durante o período da narcoditadura do PT-Foro de São Paulo

Os maiores veículos de mídia do Brasil, como a Folha de São Paulo, Veja, Carta Capital, O Globo, Estadão, Zero Hora, Valor Econômico, Rede Globo e até mesmo a famosa revista caloteira e exploradora dos seus funcionários Caros Amigos, todos orbitam o conglomerado midiático da Open Society.

VEJADinheiro não é problema e nunca será para o Beautiful People da elite midiática brasileira. Basta ver o quanto essas publicações faturaram somente através do Governo Federal, melhor dizendo, do dinheiro roubado do trabalhador brasileiro pela quadrilha da Receita Federal e seus asseclas.

Agora a dona Natalia Viana aparece com uma peça de propaganda esquerdista simulando investigação jornalística, criando uma narrativa analógica desvinculada completamente da realidade que ela não consegue abarcar. A grande preocupação para a jornalista e diretora da ONG milionária –que apenas serve de auto-referência para os seus pares nas redações milionárias da grande mídia brasileira–, é que existem pessoas que pensam diferente da sua patota. É que existem pessoas que conseguem fazer muito mais do que ela e todos os seus parceiros muito bem pagos para não entender o que está realmente acontecendo no Brasil, e sem um milionésimo do dinheiro estatal ou do grande capital internacionalista que financia essa grande brincadeira de jornalismo investigativo que não investiga nada do que deveria ser investigado.

Do líder cocalero e simples traficante para narcoditador da Bolívia

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Evo Morales é um dos maiores aliados da ditadura iraniana, que trata as mulheres como escravas e assassidas com apedrejamentos sumários

A diretora da Agência Publica deveria lembrar do ano de 2004, quando foi fazer uma matéria jornalística publicada pela revista pró-comunista Caros Amigos, sobre o então líder cocaleiro Evo Morales. Curioso é saber que a mesma Open Society que financia a sua ONG e está ligada com o Wikileaks, investiu pesado no mesmo MAS (Movimiento al Socialismo) do narcoditador comunista Evo Morales. Sim, Evo Morales foi uma criação dessas forças metacapitalistas internacionais, que acabaram levando um dos maiores bandidos da América Latina ao poder na Bolívia. George Soros e sua Open Society foram os grandes financiadores de sua chegada ao poder, e Natalia faz um perfil na revista Caros Amigos exaltando o líder cocaleiro.

A preocupação que Natalia apresenta sobre o tema violência contra as mulheres no meio do artigo, aparecendo do nada. Se ela considera violência contra as mulheres os xingamentos de uma população indignada com os cinco anos de desgoverno da corrupta e criminosa Dilma Rousseff, é mais uma prova da total falta de valores e proporções, e claro, do viés pró PT e Foro de São Paulo da moça.

Só não conseguimos encontrar qualquer crítica ou comentário em favor das mulheres bolivianas, como no caso do envolvimento criminoso da narcoditadura de Evo Morales com o regime terrorista do Irã, que explora os recursos naturais do país e chegou a montar um hospital em El Alto, onde todas as funcionárias são obrigadas se fantasiarem de iranianas, cobertas das cabeças aos pés como símbolo de submissão ao regime totalitário iraniano — sem contar o fato de isso ser uma ingerência iraniana dentro da Bolívia–, onde as mulheres são suas maiores vítimas. Claro que tudo isso em troca do Irã roubar as reservas de Lítio e Urânio do país, além de explorar o narcotráfico e sustentar a ditadura de Evo Morales e do MAS.

Para uma defensora das mulheres e ganhadora por duas vezes do Troféu Mulher Imprensa, Natalia não se coçou muito para denunciar isso.

Wikileaks: Orgulho em colaborar com o maior esquema ciberterrorismo do século

O Wikileaks contado por Natalia Viana e seus amigos da grande mídia passa como uma iniciativa realizada por jovens idealistas, entre eles o corajoso e destemido Julian Assange, para denunciar a todos os povos da Terra o quão ruim e terrível é o império dos EUA e de seus cruéis aliados. Tudo isso é balela, e a farsa é desmontada quando se faz perguntinha mágica, quem é Julian Assange?

 

Quem é a Natalia, segundo ela mesmo

163-299x193Natalia Viana formou-se pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) em 2001 e começou sua carreira em 2002, como repórter na revista Caros Amigos. Já colaborou com veículos nacionais e internacionais como [[BBC], The Guardian, The Independent, Sunday Times, Folha de São Paulo, O Globo, Carta Capital, Opera Mundi, Pacifica Network e Canadian Broadcast Corporation.

Em 2004 fez a sua primeira reportagem importante, na Bolívia, para onde foi com o objetivo de conhecer o movimento cocaleiro. Voltou com um perfil exclusivo do futuro presidente Evo Morales, publicado na Caros Amigos.

Em 2005 Recebeu o Prêmio Andifes 2005, com a matéria “Qual reforma universitária?”, publicada em julho de 2004, pela revista Caros Amigos, assinada também por Thiago Domenici, Antonio Martinelli Júnior, Debora Pivotto, João Mauro e Marília Melhado. Nesse mesmo ano recebeu menção honrosa no prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos pela reportagem “Os trabalhos e os dias”, também publicada pela Caros Amigos, na qual vivenciou o subemprego em São Paulo durante um mês.

Em 2007 lançou seu primeiro livro-reportagem Plantados no Chão pela Conrad Editora, uma denúncia dos assassinatos políticos no Brasil entre os anos de 2003 e 2006.3

Em 2010, começa a coordenar no Brasil a sistematização e divulgação dos documentos diplomáticos vazados pelo Wikileaks e atua como parceira da organização no país. Também coordenou a parceria da organização com os jornais Folha de S.Paulo e O Globo. Escreveu sobre os documentos publicados pelo site do Wikileaks para um blog, no site da CartaCapital. Pelo trabalho, venceu o Troféu Mulher Imprensa 2011.4

Em 2011 começa a dirigir a Pública.

Em 2013 recebeu novamente o Troféu Mulher Imprensa 2013.

Em 2013, com sua série de reportagens investigativas sobre o impeachment de Fernando Lugo no Paraguai5 , Natalia Viana foi finalista do 1o Prêmio Gabriel Garcia MArques de Jornalismo.

Em 2013, Natalia Viana foi considerada pela Revista Galileu uma das 25 pessoas mais influentes da Internet brasileira6 .

A direita abraça a rede

A ascensão dos grupos conservadores nas redes sociais – da revolta “pop” ao uso de perfis fake e robôs importados da campanha eleitoral

Aos 37 anos, o carapicuibano André Ricardo de Paulo não sabe explicar com precisão qual sua tendência política. “Eu não sei me definir ainda. Posso dizer que sou conservador politicamente e liberal no sentido econômico”, diz. “Não tem como negar que estão ligados à direita.” Mas alguns anos atrás André sabia perfeitamente o que era: “Não tinha consciência política”. Em 2002, na campanha eleitoral que elegeu Luíz Inácio Lula da Silva, votou nulo simplesmente por não conhecer nada sobre o tema. Em 2006, votou pela reeleição do ex-presidente. “Nós achávamos o máximo o Lula no poder. O Lula é um fenômeno, sair de onde ele saiu e chegar aonde chegou.” Hoje em dia, depois de ter buscado se informar, André está seguro de que o Brasil vive uma “ditadura disfarçada” e de que “Lula e Dilma fazem parte do mesmo  projeto: espalhar o comunismo na América”, explica ele, na varanda da casa dos sogros, uma coleção de puxadinhos de concreto em Carapicuíba, cidade da grande São Paulo, onde mora com a família da esposa – os pais e os cunhados –, além dos dois filhos. Na rua, crianças empinam pipa, um boteco atende aos moradores, e do outro lado as casas sem reboco enfileiram-se vermelhas. “Não é uma favela, é uma periferia. É a visão do Marrocos”, diz, colocando em seguida em cima da mesa um livro grosso, orgulhoso, “O mínimo que você tem que saber para não ser um idiota”, de Olavo de Carvalho. Explica: “Não tive tempo ainda para ler isso precisa de uma dedicação, né?”.

Até cerca de sete anos atrás, André nunca tivera tempo de pensar em política. Trabalha desde os 14 anos. Foi office-boy, operador de telemarketing, assistente administrativo. Hoje tem sua pequena empresa que fornece serviços de telefonia. “Trabalhei praticamente todos os fins de semana, desde cedo”, diz. Tudo mudou quando um primo indicou-lhe a leitura da página do filósofo e polemista Olavo de Carvalho no Facebook. “Logo nas primeiras coisas que eu vi do Olavo já percebi que eu tava errado. É tão claro.” Desde então, André visita a página todos os dias, além de seguir outros colunistas como Felipe Moura Brasil e Rodrigo Constantino, da Veja. Faz eco às bandeiras abraçadas por seus autores preferidos: defende o Estado mínimo, é a favor da redução da maioridade penal, ataca o que chama de “gayzismo” – a imposição do modo de vida homossexual sobre a sociedade – e acha que políticas como Bolsa Família e cotas “deixam as pessoas acomodadas”.

Como centenas de milhares de brasileiros, o “despertar” político de André tem tudo a ver com a sua crescente intimidade com a internet. Hoje ele usa sua página no Faceook para compartilhar notícias de interesse, propagando informação para seu círculo. “Já tive posts de cem comentários, até uns 150 likes. Isso aí vai pra tanto lugar que você não imagina”, orgulha-se. “Não confio em mídia nenhuma a não ser nas alternativas”, explica, citando os sites Mídia sem Máscara, de Olavo de Carvalho, e Folha Política.

Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, realizada pelo Ibope, a internet é de longe o meio de informação que mais cresce entre os brasileiros. Metade da população já usa internet. Desde o ano anterior, aumentou de 26% para 37% o número daqueles que a utilizam todos os dias. Sessenta e cinco por cento dos jovens na faixa de 16 a 25 anos se conectam todos os dias durante mais de cinco horas, em média. Entre os internautas, 92% estão conectados por meio de redes sociais, sendo as mais utilizadas o Facebook (83%), o WhatsApp (58%) e o YouTube (17%). Apenas 7% leem jornais diariamente. A TV continua sendo o meio mais usado: 73% disseram assistir diariamente.

“A internet é hoje em dia um campo de batalha entre a velha ordem repressora e os projetos de liberação das jovens gerações. Todos esses projetos sociais estão presentes na internet, e é por ela que se chega às mentes das pessoas”, analisa o sociólogo catalão Manuel Castells, professor da Universidade do Sul da Califórnia (USC, na sigla em inglês), que estuda o impacto da tecnologia na cultura e na política. “É o verdadeiro lugar do poder.”

Quem influencia a rede?

No dia 2 de junho o ídolo de André, o filósofo Olavo de Carvalho, participou de um hangout no YouTube de quase duas horas com um time de “estrelas” da nova direita online. Fábio Ostermann, fundador do Movimento Brasil Livre, o cantor Lobão, Beatriz Kicis, procuradora do Distrito Federal e membro do Revoltados Online, além do ativista Dalmo Accorsini, discutiam qual seriam “os próximos passos contra o PT”. Foi apenas mais um de dezenas de hangouts parecidos que, a cada 15 dias, reúnem “influenciadores” da rede conservadora. Uma semana depois, na última terça-feira, os principais perfis compartilhavam freneticamente imagens e slogans exigindo que o TCU rejeitasse as contas do governo Dilma por ter segurado repasses de cerca de R$ 40 bilhões, aparentando um melhor equilíbrio nas contas. Os e-mails dos juízes do TCU foram compartilhados nas redes e receberam centenas de mensagens. Um deles chegou a receber mais de 800 e-mails na manhã do dia 17. Deu resultado. “Já tivemos contas muito piores, mas o momento é outro. O país cobra mais fiscalização, e a presidente é impopular. Essa decisão não seria tomada contra Lula no auge da popularidade”, teria dito um deles, segundo a Folha de S.Paulo.

Em comum, os diversos canais online de direita apostam em um discurso agressivo contra todas as “causas” que combatem, uma violenta oposição ao atual governo e a descrença generalizada na mídia e nos jornalistas (com exceção de Veja) cuja cobertura consideram governista. “Os panelaços foram chamados pelos articulistas da Veja, que se engajam politicamente, são articuladores do processo, atores políticos. Mas também surgiram novas lideranças e microlideranças de opinião”, diz o sociólogo e ativista digital Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC.

Leia mais: A nova roupa da direita

Embora tenha raízes nas manifestações em junho de 2013, o novo ativismo digital de direita teve seu papel ampliado e consolidado durante a campanha eleitoral do ano passado, quando diferentes grupos se uniram em torno da candidatura oposicionista de Aécio Neves. Depois de uma campanha agressiva, marcada pelo uso de robôs, perfis fake e fabricação indiscriminada de boatos por todos os lados, o debate que hoje domina as redes segue o mesmo padrão virulento, chegando até, por vezes, ao discurso do ódio. “O crescimento dessas redes produziu uma crise dentro da internet brasileira. Discursos como o do deputado Jair Bolsonaro, com grande repercussão, esse discurso de ódio, de apologia à repressão, tem um grande impacto, por exemplo, sobre a situação das mulheres na rede – um tema que eu estou estudando”, analisa o professor Fábio Malini, coordenador do Laboratório de Estudos de Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo.

Malini estuda há um ano a atividade de 411 páginas de direita no Facebook, avaliando sua influência. Até junho, aquela com maior número de seguidores era a do comediante oposicionista Danilo Gentili (10,9 milhões), seguida pela TV Revolta (3,5 milhões) – canal que ganhou fama pelo YouTube – e por Felipe Neto, também celebridade no YouTube (2,6 milhões). O deputado federal Marco Feliciano (2,6 milhões) é o quarto mais popular entre os listados pela equipe do Labic, um dos dois políticos a entrar na lista dos mais populares, além de Jair Bolsonaro. Na quinta posição está a página assumidamente machista Orgulho de ser Hétero (1,9 milhão). Se considerada a popularidade das páginas – quantos perfis estão “falando sobre elas” –, outros nomes que promovem conteúdos viralizantes entram em cena. Na primeria semana de junho, a página abertamente machista Orgulho de Ser Hétero teve maior alcance, de 665 mil, seguido por Revoltados Online (557 mil), pela página de Bolsonaro (532 mil) e por Danilo Gentili (467 mil). “Passar a retuitar continuamente um agregado de sujeitos/perfis, passar a dar like continuamente em páginas nunca antes conhecida expressam novas ações político-afetivas que precisam ser levadas mais a sério pela ciência política contemporânea”, explica Malini.

Explore abaixo o grafo interativo das principais páginas de direita, produzido pelo Labic para esta reportagem (se estiver lento, acesse o mapa diretamente aqui).

Malini conseguiu identificar cada uma das agrupações por afinidades políticas, no que ele chama de “perspectiva”. No grupo vermelho, encontram-se as páginas mais populares. “São páginas de miscelâneas noticiosas contra o governo do PT, em defesa dos principais valores do conservadorismo (família heteronormativa, trabalho e Deus). O tema principal dessa perspectiva relacional é uma cruzada antipetista, mas é um agrupamento irradiador e acompanhador de notícias”, explica. O grupo verde inclui páginas que se autodenominam de direita e conservadoras. “A temática nacionalista – a defesa da pátria, a valorização da essência da nação – aparece como elemento central das páginas que formam essa perspectiva. É um “não aos comunas” como um não a qualquer transformação social nos valores do conservadorismo. Faz todo sentido que as páginas “faca na caveira” estejam em associação com as de ‘direita’. Porque a repressão passa, no imaginário ainda autoritário brasileiro, pelo uso da força policial, como se esta fosse a produtora exclusiva da ordem.

A perspectiva lilás representa aqueles grupos identificados religiosamente, como o de Marco Feliciano. “É menor em número, mas muito forte do ponto de vista político”, explica Malini. Finalmente, o grupo azul aparece mais isolado. Trata-se de páginas mais jovens, ligadas ao Movimento Brasil Livre e seguidores, cuja pauta principal é o impeachment da presidente. “É curioso que as páginas mais ao centro ainda não estejam mais ligadas a eles. Essa perspectiva possui, em seus conteúdos, uma prioridade de articular internet e rua, difundindo relatos e convocações de atos e manifestações do movimento. São mais anti-Dilma do que anti-PT.”

Outras descobertas interessantes sobre “quem pauta a rede” de direita vêm da empresa de monitoramento e intervenção digital Interagentes, capitaneada por Sérgio Amadeu. A equipe monitorou através do Twitter dois eventos importantes: o panelaço contra o discurso de Dilma Rousseff no dia 8 de março e a repercussão nas redes da marcha de 12 de abril. Os levantamentos mostram que as “autoridades” – atores que conseguem obter maior adesão ao discurso que disseminam na rede – variam de um dia para o outro. Aparecem nomes como Danilo Gentili, o senador Ronaldo Caiado, Lobão, Blog do Noblat e Veja, mas também contas de autoria desconhecida como @coroneldoblog, @marisascruz, @edmilsonpapo10 e @MirandaSa. Como no Facebook, os ataques violentos comandam o tom. Veículos mais tradicionais, como o G1, acabaram sendo usados apenas para corroborar o ativismo conservador. No dia 8, o tuíte mais retuitado foi o de uma cobertura do site em 2008, que anunciava que a presidente chegava a um evento: “Dilma chega”. Teve mais de 18 mil retuítes. No auge do protesto virtual, entre as 21h e 22h, houve 78.793 menções ao assunto do panelaço, ou 22 tuítes por segundo.

Um mês depois, um grupo igualmente articulado partiu em defesa do governo, como mostra o grafo relativo à manifestação do dia 12 de abril. Diante do número de manifestantes, inferior aos protestos de março, conseguiram levar a hashtag #AceitaDilmaVez aos trending topics do Twitter, ganhando repercussão na imprensa tradicional. Em seguida, perfis opositores como DaniloGentili, SenadorCaiado, Lobão fizeram campanha para subir a hashtag #SaiDilmaVez, conseguindo ultrapassar por um período a frase governista, que teveno final 101.140 ocorrências contra 41.813 da tag #SaiDilmaVez. “A lógica de disputa entre hashtags é similar à lógica panfletária: cada lado usa os recursos que tem a fim de ocupar mais espaço. Ela é, no entanto, uma amostra da disposição dos militantes de disputar o espaço das redes”, diz a análise da Interagentes.

No mito e no grito

Ainda há poucas pesquisas sobre o comportamento das pessoas que têm se articulado em torno de pautas conservadoras. Uma delas, realizada pelos professores Pablo Ortellado (USP) e Esther Solano (Unifesp) na avenida Paulista naquele mesmo 12 de abril, é bastante reveladora. Entre os 571  entrevistados, apenas 15,4% tinham entre 16 e 25 anos – exatamente o mesmo tanto de pessoas entre 56 e 65 anos. O grupo mais representativo, com 21,1%, tinha entre 46 e 55.

Sessenta e quatro porcento afirmaram concordar com a frase “O PT quer implantar um regime comunista no Brasil”. Para 56%, o Foro de São Paulo – organização que reúne partidos de esquerda latino-americanos – quer criar uma ditadura bolivariana no país. Outras frases como “O PT trouxe 50 mil haitianos para votar na Dilma nas últimas eleições” e “Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, é sócio da Friboi” também são tidas como verdadeiras por mais de metade dos entrevistados. Trata-se de mentiras puras e simples, mas que podem ser encontradas em dezenas de sites, blogs, páginas do Facebook construídas pelos novos círculos de direita. “A minha hipótese é que a descrença nas instituições que se vê na pesquisa – os manifestantes não confiam em ninguém, nem nos partidos, nem nos movimentos, nem nas ONGs, nem na imprensa – resulta numa espécie de revolta antipolítica, um pouco niilista”, analisa Pablo Oretalldo. “Há uma explicação antipolítica para o funcionamento do mundo: são pessoas juntando as coisas de uma maneira excessivamente simples, tentando explicar fenômenos complexos. Só que fazendo isso com descrença e sem apoio na imprensa, por exemplo, o que significa sem apoio nos mecanismos da imprensa que são a verificação dos fatos, a apuração do contraditório.”

Para ele, os novos meios digitais criaram as condições para dispensar os meios tradicionais – para o bem e para o mal. “É como se a utopia do faça você mesmo, do seja você mesmo a mídia dos movimentos de comunicação alternativa tivesse se convertido no seu oposto, num pesadelo no qual as pessoas se informam para reforçar ideias preconcebidas, sem verificar os fatos, sem escutar o outro lado e, sobretudo, sem refletir.” Entre os entrevistados, 26,6% dos manifestantes disseram confiar “muito” nos conteúdos compartilhados via WhatsApp. O índice de confiança sobe para 47,3% quando a rede social é o Facebook.

“Outro elemento é a forma do ódio que se expressa na contundência da análise. Chamou muito a atenção que o Paulo Henrique Amorim, por exemplo, seja tão popular entre eles – não é o conteúdo, não é a posição política, mas a forma contundente de expressão que casa com essa disposição antipolítica desses novos movimentos conservadores.”

Olavo foi um dos primeiros a entender a rede

Fundado em 2002 por Olavo de Carvalho, o site Mídia sem Máscara representou um passo importante – e uma grande sacada – na carreira daquele que seria o grande precursor da nova geração de direita na rede. Desde 1998, ele passou a juntar no site olavodecarvalho.org todos os textos de sua autoria, na época publicados por grandes veículos como Jornal da Tarde, Bravo!, Primeira Leitura, O Globo, Época, Zero Hora, Jornal do Brasil. Aos poucos, passou também a publicar na íntegra todas as entrevistas que dava e a usar seu blog como meio de “denúncia” de que seus textos eram “censurados” pelos jornais – ou seja, rejeitados pelos editores. Afinal, com o Mídia sem Máscara, abriu mão dos jornais e revistas e passou a denunciar o que chama de “esquerdismo” da cobertura tradicional e atacar a mídia incansavelmente.

Com 17 livros publicados, escritor contumaz com uma produção gigantesca de artigos, ensaios, entrevistas, palestras, Olavo de Carvalho construiu um memorial online de si mesmo e, muito antes do fenômeno dos haters da internet ser detectado, já havia arregimentado – e insuflado – o que chama de “antiolavismo”. Ao longo de seu percurso, contou com apoios de peso como o financiamento do Independent Republican Institute (IRI), ao site Mídia sem Máscara. Ligado ao partido republicano dos EUA, o IRI é conhecido pelo apoio a movimentos oposicionistas no continente. Foi o IRI, por exemplo, que ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana antes do golpe contra Jean-Baptiste Aristide em 2004. Também foi palestrante da Atlas Foundation, em Washington, elogiado pelo presidente da entidade Alejandro Chafuen pelas “mais valiosas realizações que ele já tinha visto no campo da ciência política”, segundo o próprio, e fez palestras em diversas edições do Fórum da Liberdade entre 2000 e 2005. (leia mais sobre as mais influentes organizações libertaristas na reportagem “A nova roupa da direita”)

De filósofo erudito que atacava a obra de Marilena Chaui pelo seu estilo “elíptico” até autor de posts coléricos no Facebook como “Que pensar de pessoas que querem ensinar os meninos de escola a dar os cuzinhos e chupar picas desde a mais tenra idade, mas enrubescem, escandalizadas, e quase desmaiam de indignação tão logo ouvem um palavrão ou uma piadinha anti-PT?”, Olavo de Carvalho adaptou-se ao debate na rede e arregimentou seguidores influentes. Hoje, aos 67 anos, responde pessoalmente aos comentários na sua página de Facebook, que tem 150 mil seguidores, tem 6 mil seguidores no seu canal de YouTube, participa quinzenalmente de hangouts. Alguns dos principais “influenciadores” da internet hoje em dia, como Felipe Moura Brasil, orgulham-se de serem chamados de seus alunos. Olavo resume: “Minha esperança é que os meus alunos, com o tempo, consolidem um genuíno estilo brasileiro de alta cultura: inseparavelmente popular e erudito, engraçado até ao ponto de matar de rir, com clarões de lucidez escandalosa que parecem loucura à primeira vista. Sem folclorismos veados. Profundamente cristão sob uma aparência enganosamente obscena. Aristóteles no programa do Alborghetti. Cogito ergo Mussum. Isso há de acontecer, se Deus quiser”.

O papel de junho de 2013

Para o sociólogo Manuel Castells, há elementos semelhantes entre os protestos de rua que ocorreram em 2015 e aqueles de 2013. “Ambos são movimentos em rede, espontâneos (ainda que haja intervenção de políticos), representativos dos novos tipos de movimentos sociais na sociedade de rede. Os dois concentram sua crítica na corrupção política de todo o sistema político. Mas são muito distintos. Pela composição de classe, popular em 2013 e de classe média-alta em 2015. Pela sua idade, muito mais jovem em 2013. Pela sua ideologia: crítica e antissistema em 2013, neoliberal, com, alguma tendência golpista em 2015. E pelo seu objetivo: a mudança social em 2013. A diminuição da presidente e ataque à esquerda e ao PT, com apoio do PSDB, em 2015. Ideologicamente, portanto, são muito distintos.”

Porém, a análise do buzz na rede durante aqueles dias aponta no sentido contrário. Foi em junho de 2013 que “autoridades” de direita surgiram pela primeira vez como mobilizadoras na internet. “A partir do dia 17, que foi quando rolou aquela pancadaria, junho já estava em disputa. A análise da rede deles mostra que quem estava chamando era gente na raiz dessa direita”, explica Sérgio Amadeu. Entre as páginas que conseguiram atrair grande repercussão em seus posts, estudadas pela Interagentes, já aparecem nomes como A Verdade Nua e Crua, o Movimento Contra a Corrupção (MCC) e Quero o Fim da Corrupção – além do Anonymous Brasil, grupo que, diferentemente do movimento internacional, no Brasil propaga bandeiras de direita. “O discurso da direita manteve-se estável desde então”, diz Amadeu. “A direita gostou da rua”, complementa Tiago Pimentel, também da Interagentes. Páginas que propagam a luta contra a corrupção, como o MCC, cresceram exponencialmente durante os protestos. Aberta no começo de 2010, a fanpage do MCC no Facebook tinha angariado alguns milhares de fãs até o início de 2013. Hoje, ela tem mais de 1,4 milhão. Em maio, um post propondo “Joaquim Barbosa para presidente em 2108” obteve mais de 124 mil compartilhamentos.

Hoje, a página do MCC no Facebook é um dos perfis mais influentes da rede conservadora, assim como o site Folha Política, ao qual é ligada. O site, que se diz de “jornalismo independente”, é especialista em usar o sensacionalismo como arma para fabricar “fatos” que, de tanto serem repetidos, passa a ser vistos como verdade. “Ministro de Dilma confessa a jornalista da Veja que PT quer promover guerra civil no país”, diz um vídeo postado no site. “Lula comemora e debocha da demissão de centenas de trabalhadores, revoltando internautas” é o título de outro vídeo, proveniente do canal de YouTube Ficha Social – o mesmo que tornou famoso Kim Kataguiri, a “cara pública” do Movimento Brasil Livre.

Tanto o site do MMC, (contracorrucao.org), quanto o Folha Política foram abertos pelo bacharel em direito pela USP Ernani Fernandes Barbosa Neto, segundo revela uma pesquisa avançada de DNS. É impossível descobrir quem registrou ou sites através de uma pesquisa simples de domínio (Whois), porque todos pagam para ter os dados do fundador mantido em privacidade. Porém, o email de Ernani Fernandes aparece como administrador do servidor principal de todos esses sites em pesquisas feitas com ferramentas como a “dig”, que pode ser consultada no site digwabinterface. (veja aqui e aqui).

Ernani também aparece como administrador de outros sites antigovernistas que foram criados entre o começo de 2013 e o final de 2014, como Política na Rede (criado em 6 de agosto de 2013, tem quase 400 mil fãs no Facebook), Folha do Povo (criado em 26 de dezembro de 2013, tem mais de 93 mil mil seguidores no Facebook),  Humor 13 (Criado em 30 de janeiro de 2014, conta com mais de 364 mil curtidas na fanpage) e Correio do Poder (Criado em 7 de setembro de 2014, tem mais de 55 mil seguidores).

Ainda em 2013, ele começou uma parceria com João Almeida Vitor Lima, o “João Revolta”, segundo uma entrevista dada por este ao canal Youpix. Procurado por email pela reportagem, Ernani não respondeu à mensagem.

Formado em Rádio pela Faculdade de Belas Artes, João Revolta credita à parceria com Ernani Fernandes o crescimento do seu canal do Youtube, que hoje conta com mais de 38 mil inscritos, 3,5 milhões de seguidores no Facebook e uma produção para lá de intensa – e cara. Ernani dirigiu e fez o roteiro de uma série de vídeos do TV Revolta, enquanto dirigia também vídeos do canal Confronto Entrevistas no Youtube, uma espécie de “talk show” que tinha João Almeida como apresentador. Boa parte da produção conjunta, no entanto, não pode ser mais acessada, pois o canal original TV Revolta foi suspenso do Youtube em março de 2014 depois de diversas denúncias de usuários. Pouco depois, estava no ar o Canal TV Revolta. Durante as eleições, João aumentou significativamente as postagens no seu site tvrevolta.com.br: em vez de 2 ou 3 posts, como costuma fazer, ele conseguiu postar 20 novos posts a cada mês, sempre com base em vídeos – a grande maioria produzidos pelo canal Ficha Social. Seu último vídeo próprio, criticando a entrevista de Dilma a Jô Soares em 12 de junho deste ano, foi assistido por mais de 500 mil pessoas.

Para alcançar tamanha popularidade, a página da TV Revolta no Facebook apela aos temas que viralizam. Um post com diversas fotos de cachorros em que estava escrito “vira-latas não são lindos, feio é o seu preconceito” chegou a ter 21 mil compartilhamentos e 77 mil curtidas. Além dos ataques pessoais centrados em Dilma e Lula, posts satíricos contra a Copa, críticas à TV Globo, imagens de autoajuda, citações filosóficas e campanhas pelo direito dos animais também estão entre as postagens que fizeram dela um fenômeno nas redes. “A filosofia de João Revolta é usar a linguagem informal para atrair o telespectador. Para representar a raiva, João Revolta usa uma mesa e diferentes artefatos, usados para quebrar objetos durante a gravação dos vídeos”, explicou João Almeida na entrevista ao Youpix. “O objetivo do canal TV Revolta e da página TV Revolta no Facebook sempre foi e sempre será dar voz ao povo ignorado pelas mídias tradicionais.”

Como muitas “sub-redes” ou clusters, as páginas ligadas a João Almeida e Ernani Fernandes ganharam proeminência ainda maior durante a eleição, tendo sido fundamentais nos movimentos pós-eleição. A Pública entrevistou jornalistas que trabalharam nas três campanhas e especialistas em marketing digital, além dos coordenadores das três principais campanhas à Presidência, para ouvir sua avaliação daquela que ficou conhecida como a campanha mais agressiva nas redes.

Um exército de robôs

Ex-secretário de Meio Ambiente de São Paulo, o tucano Xico Graziano, responsável pela coordenação das redes de apoio e mobilização online da campanha de Aécio Neves, observou de perto o crescimento dos grupos conservadores durante a campanha eleitoral. Tanto que credita a eles boa parte do que ele considera ter sido uma vitória de Aécio na internet. “Cá entre nós, hoje em dia nenhum partido político tem prestígio entre os jovens. Nenhum. Então, não tínhamos ilusão, nem tive nunca ilusão sobre isso”, explica. “Nós contamos com grupos muito importantes que faziam apoio no segundo turno à candidatura do Aécio e que eram muito articulados em rede, que estão aí até hoje. Era um pessoal contra o PT, obviamente eles ajudaram muito na campanha e nós fomos capazes de nos articular a esses grupos. Não fomos só nós, houve uma conjunção de forças contra o status quo, contra o PT, que a campanha do Aécio capitalizou.” Xico Graziano vê com bons olhos o crescimento da organização de direita na internet. “Esses grupos conseguiram articular uma direita que existe no Brasil. Isso é muito bom. Do ponto de vista democrático, é importante as coisas estarem mais claras. E aí você vê a predominância do Bolsonaro, do Caiado, como representantes políticos desses grupos. Mas ao mesmo tempo esses grupos acabaram diminuindo um pouco de tamanho. Porque eles se caracterizaram como grupos de direita e, na campanha, cresceram mais do que isso porque eram contra o PT. Ser contra o PT aglutina mais gente do que ser de direita e defender teses de direita radical.” (Leia a entrevista na íntegra aqui)

Já Leandro Fortes, que coordenou as páginas sociais de Dilma Rousseff e do PT, ataca fortemente o crescimento desses grupos, a quem atribui, ao lado da campanha de Aécio, uma série de boatos contra a atual presidente. “O grau de virulência contra Dilma também se explica por outro elemento, velho em si, mas que só agora também começou a aparecer sem disfarces nas eleições: o machismo”, diz. “Com a ajuda da mídia e sem pudor algum, montou-se uma estrutura de assassinato de reputação, difamação e calúnia em torno da  candidatura de Aécio Neves para detonar Dilma e o PT nas redes.” (Leia a entrevista na íntegra aqui)

Por seu lado, a campanha de Dilma é tida por Caio Túlio Costa e Stephanie Jorge, coordenadores da campanha de Marina Silva, como a mais agressiva nas redes. “A determinação do PT em ‘desidratar’ ou ‘desconstruir’ a candidata Marina se fez na própria internet, dada a facilidade do uso do anonimato, pseudônimos e robotização nas redes. Marina foi vítima da mais sórdida campanha de boatos que se pode fazer online, na televisão e no boca a boca. Esse discurso mais agressivo – e muitas vezes de ódio – está presente na rede, nas manifestações de rua, nas manifestações sindicais, nas manifestações dos movimentos sociais. Virou uma questão político-cultural, e, acreditamos, sua existência está nas lides do PT – talvez em reação ideológica a um contradiscurso que, já em si, também tinha os germes deste ódio.” (Leia a entrevista na íntegra aqui)

Xico Graziano assume que a campanha do PSDB também usou fakes e robôs, um expediente que, segundo ele, é amplamente utilizado na publicidade e foi importado para a campanha de 2014. “Todas elas usaram esses artifícios”, diz. “Eu fiquei meio decepcionado. Na campanha de todo mundo, você tinha muito disso, era robô retuitando. De repente você tinha um tuíte, você tinha mil retuítes, tava na cara que aquilo lá era falso. Era robotizado pra você entrar nos trending topics. Aí você tuitava os trending topics, aí todo mundo, uau!, soltava foguete, comemorava o sucesso, e não servia para nada”, diz. Ele nega ter usado essas estratégias na sua equipe, que, segundo diz, focou o trabalho também no engajamento offline. “Hoje o que a gente percebe são dois movimentos que o meu grupo criticou na campanha. O publicitário vê a internet como meio de propagar mensagem. Então, quase usando como televisão, daqui pra lá, só. E os ‘experts de redes’ acham que importante é você criar audiência. Então você bota robô, bota um monte de coisa pra dizer ‘ah, meu Twitter tem 50 mil, tem 20 mil’, com fake, com tudo, mas não traz engajamento. Você traz potência. Coisa que as empresas gostam de pagar. E pagam caro por isso.”

De fato, robôs que ajudam na indexação do Google, fábrica de likes e perfis fake são hoje de uso comum na promoção digital de empresas, segundo conta Cassio Politi, diretor da Tracto, uma agência de “content marketing” – o que ele considera uma “má prática” do mercado. “Você pode pagar para ter 1 milhão de views no YouTube. Você paga US$ 50 para um carinha que tem milhares de perfis fake no YouTube, Twitter e Facebook ver seus vídeos. E o Facebook, hoje, é uma grande loja de likes. Se você tem um número grande de visualizações, depende 20% da qualidade do conteúdo e 80% do quanto você pagou para o Facebook para promover o conteúdo”, diz. Algumas agências, conta, criam perfis de “reserva” nas redes, para serem acionados quando há uma novidade sobre a marca. “A técnica é fazer os comentários positivos logo de cara, porque eles entendem que os primeiros vão dar o tom do discurso dos demais.”

A Pública conversou com integrantes das três campanhas, que produziram conteúdos, fizeram monitoramento e denúncia de boatos e administraram páginas anônimas para entender os bastidores da batalha suja que tomou conta das redes sociais – e que ecoa até hoje. Todos pediram anonimato e serão aqui apresentados sem indicação de cargo ou local.

“Foi a eleição do marketing do robô. Era uma quantidade absurda dos dois lados”, diz uma jornalista que já trabalhou em diversas campanhas petistas e esteve envolvida em uma campanha para governador. “Foram milhares de perfis falsos, usados para retuitar posts da campanha oficial, dando a impressão de popularidade.”

Ela afirma que a “intervenção” a partir de perfis fake no Facebook começa com o monitoramento. “O monitoramento detecta que tem muita gente metendo o pau no candidato na parte de comentários de um site ou pelo Twitter. Daí pensamos: que pessoa daria credibilidade para essa discussão? Porque não pode ser qualquer um. Por exemplo: uma professora de 30 anos que faça um discurso equilibrado. Ela sempre pondera os dois lados, mas depois defende no discurso o nosso lado. Ou, então, pondera para depois mudar de lado ao longo da campanha.” Ela diz que, para conseguir uma foto para o perfil, a equipe costuma buscar imagens na internet. “Umas fotos antigas, que não se pareça mais com a pessoa. E um Photoshop resolve isso.” É também importante pensar nas demais características que correspondam ao personagem ou “persona”, outro jargão do mercado. “Ela tem que ter o conjunto completo do perfil: a profissão, que livros leu. Aí você vai curtindo coisas ali pra ela. Você, em duas horas, cria um perfil de uma pessoa”, diz ela. Em uma campanha, as equipes dedicadas a isso chegam a ter 20 pessoas. O intuito desses perfis é chamar atenção para um argumento a favor do candidato ou partido. “Você faz barulho, faz volume.”

Segundo ela, uma mesma pessoa consegue administrar cerca de seis perfis ao mesmo tempo e, muitas vezes, o conteúdo é preparado por uma equipe de comunicação. “O saco é que você tem que trabalhar em vários browsers ao mesmo tempo.”

Um membro da equipe digital de Aécio Neves revela que um dos grandes métodos dessa campanha foi o “aluguel” de perfis já famosos no Twitter – alguns com mais de 1 milhão de seguidores – que receberam dinheiro para passar a fazer comentários positivos sobre determinado candidato. O expediente é amplamente usado também pelas agências de publicidade que compram posts pagos, por exemplo, em blogs de determinado nicho – como o de moda ou culinária – ou em contas de Twitter dos famosos. “O pessoal veio oferecer perfis para mim. Ofereceram uma lista com vários, cem perfis, eram pessoas que já tinham perfis bombando.” Ele nega que tenha aceitado a oferta. Segundo ele, Aécio Neves – que manteve a própria equipe durante a campanha, encabeçada pelo mineiro Pedro Guadalupe (uma rápida pesquisa revela que ele possui domínios como dilmamente.com.br, dilmabolada.com.br, brasilpoder.com.br, dilmavez.com.br e mudamemso.com.br) – possui uma série de perfis fake próprios, que funcionam há alguns anos.

No Facebook, explica ele, o objetivo de criar perfis fake não é o mesmo dos robôs de Twitter. “Não são para disseminar histórias, mas para interagir. Isso funciona. Não é muito complexo elaborar esse perfil. Ele é feito muito mais para intimidar quem escreve do que para gerar votos. Ele tem um efeito psicológico forte em quem escreveu.”

Um integrante da campanha de Dilma Rousseff conta que administrava páginas populares no Facebook que traziam mensagens de apoio à candidata. “Todas essas páginas querem parecer que são feitas pela militância. Só que ninguém se dedica tanto de graça”. Ele trabalhava até dez horas por dia, em parceria com um designer, para produzir posts que ressaltavam notícias positivas sobre a candidata, ou negativas sobre os oponentes. “Vinham orientações gerais da campanha sobre o que se devia atacar ou ironizar em cada um dos oponentes”, explica. “O lance é: você não fala o tempo todo daquilo que você quer falar; você cria coisas que fazem sucesso para depois colocar o que você quer.” Para mascararem a origem das postagens, esses funcionários das campanhas usam o VPN, um serviço pago que dificulta a identificação do IP da conexão de rede. Enquanto  seviço não é oferecido pela empresa, geralmente uma agência de publicidade ou assessoria de imprensa, eles têm que buscar locais onde possam acessar a internet sem ser identificados. “Eu cheguei a fazer postagens petistas de um café evangélico”, afirma. O entrevistado diz que se decepcionou com a presidente – em quem votou – pelas ações tomadas quando eleita. Mas sua decepção vai além: apesar de “ter se divertido” ao criar conteúdo viral na campanha, acredita que o seu trabalho ajudou a empobrecer o debate. “Eu criei críticas muito vazias para ganhar audiência. Você usa clichês muito idiotas. Por exemplo, usar o termo ‘coxinha’. Acho muito ruim.”

Para o professor Fábio Malini, “o efeito dos bots no Brasil foi aumentar a temperatura do debate eleitoral”. Ele explica que a motivação emocional se dá em rede em torno da velocidade da publicação de muitas mensagens. “Quando a velocidade aumenta, mil tuítes a cada minuto, isso só vai aumentando o nível de ansiedade em torno daquele tema. Isso provoca no usuário essa movimentação toda na timeline, cria um efeito imediato, provado em estudos do próprio Facebook, de criar um engajamento maior”. Para ele, os perfis fake tiveram na última campanha o papel de “gerar emoção” na política. “A gente está vivendo uma experiência política que é nova na nossa experiência moderna: a emoção na pauta política.” Porém, ele alerta que o Facebook de 2015 não é o mesmo de 2013 “Antes a organicidade era muito grande. A Mídia Ninja por exemplo se irradiava a muitos usuários. No final de 2014, o Facebook decidiu que só vai ter mídia orgânica quem paga. Logo o Facebook se tornou uma máquina na qual quem tem grana consegue propagar sua informação pra mais gente. Criou-se o abuso de poder econômico”.

O uso de fakes durante as eleições é ainda mais cercado de tabu porque é proibido fazer propaganda eleitoral paga na internet. O que deixa de fora do debate atual esse importante elemento, um dos grandes legados da eleição: a robotização da disputa política. “Isso é muito danoso à democracia. É o poder do mais forte, aquele que tem dinheiro para gerar a detratação do oponente, para criar campanha e tendência”, diz Malini. “A nossa hipótese, no Labic, infelizmente se realizou: hoje bots servem tanto para a direita quanto para a esquerda, e são usados em diversas causas também fora da campanha eleitoral.”

Foram estruturas como essas que trouxeram à tona boatos contra candidatos e até outros membros das campanhas, tendo um impacto que vai além dos votos. Muitos dos boatos seguem online e são reativados de tempos em tempos, mobilizam os seguidores de esquerda e de direita e são tidos como verdade, como comprovou o levantamento de Pablo Ortellado.

Um dos boatos mais marcantes da campanha de 2014 dizia que o doleiro Alberto Yousseff, um dos principais delatores da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, teria sido envenenado pelo PT. O boato surgiu após Yousseff ter sido internado no hospital, no dia 25 de outubro, véspera do segundo turno. A primeira menção a envenenamento, às 18h45, veio em um perfil de Twitter que até hoje é usado sistematicamente para retuitar menções contra o governo. A seguir, os perfis que apoiavam a eleição de Aécio passaram a repercutir o boato – incluindo desde perfis menos conhecidos como @esperancaetica até o Twitter do Lobão. Um tuíte que teve repercussão foi o do Dr. Angelo Carbone, um advogado de São Paulo que se dedica a fazer campanha anti-governo no Twitter.

A campanha de Marina Silva encontrou uma boataria orquestrada dizendo que ela iria acabar com o Bolsa Família quando eleita. Dilma chegou a mencionar em um discurso em São Paulo que o Bolsa Família poderia acabar “se eles forem eleitos”. A campanha oficial na TV criticou a ligação com Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú e coordenadora da campanha de Marina Silva, afirmando que a candidata pretendia entregar o poder aos banqueiros. “Os banqueiros assumem um poder que é do presidente e do Congresso”, dizia o vídeo.

Já o portal Brasil 29 – que hoje traz notícias como “Venezuela: câmeras filmam interior do ônibus e mostra cagaço tucano” – foi criado em outubro do ano passado. Em plena corrida eleitoral, no dia 10 de outubro, postou um texto falando do aeroporto de Cláudio, que pertence ao tio de Aécio Neves. Só voltou a postar em novembro.

O ativista e estudioso da cultura digital Marcelo Branco, que já foi ele mesmo alvo de boatos em 2010, quando coordenou as redes sociais da então candidata Dilma Rousseff, critica a campanha de 2014. “As redes sempre foram espaço de divergência, de posições totalmente antagônicas, mas no final o objetivo era fazer uma síntese disso. Hoje em dia, é todo mundo se xingando o tempo inteiro. As campanhas eleitorais são hoje um momento da despolitização da política.” Um boato que segue recorrente utilizou o nome WikiLeaks para atacá-lo: dizia que ele, com hackers famosos e o Lula, planejaram desde 2005 uma fraude nas urnas eletrônicas. Foi publicado no site falso do WikiLeaks em 2010 e neste ano foi republicado na página do Facebook Revoltados Online. “Uma calúnia ‘investigativa’  inacreditável. Mas o pior é que a maioria que lê aquilo acredita.” Ainda hoje, a hipótese de que houve fraude nas urnas eletrônicas mobiliza as redes de direita. Marcelo Branco foi ainda alvo de boatos pessoais envolvendo sua falecida esposa em 2010. “Foi uma coisa que me fez nunca mais querer fazer campanha política”, diz.

Após a batalha final,  restam os robôs

Acabada a disputa eleitoral – “campanha é guerra”, disse um membro da campanha petista à Pública –, sobram os destroços. Sites como Plantão Brasil, Portal Metrópole, Brasil 29,  Correio do Poder, Folha Política, Alerta Total e páginas no Facebook como O Exército das Estrelas, Pô, Serra! e Soldadinho de Chumbo, continuam ativos, produzindo muito conteúdo duvidoso. “A partir de novembro, as redes sociais pró-­Dilma foram murchando até serem quase extintas. Principal vetor de propagação do projeto dilmista nas redes, o site Muda Mais acabou. Os robôs que atuaram na campanha foram desligados e a movimentação dos candidatos do PT foi encerrada”, avaliou o ex-ministro da Comunicação Thomas Traumann, em relatório interno que foi vazado para a imprensa. “A tática do PSDB foi exatamente a oposta. Cerca de 50 robôs usados na campanha de Aécio continuaram a operar mesmo depois da derrota de outubro. Isso significou um fluxo contínuo de material anti­Dilma, alimentando os aecistas e insistindo na tese do maior escândalo de corrupção da história, do envolvimento pessoal de Dilma e Lula com a corrupção na Petrobras e na tese do estelionato eleitoral. Tudo com suporte avassalador da mídia tradicional. Simultaneamente, a partir do final de janeiro, as páginas mais radicais contra o governo passaram a trabalhar com invejável profissionalismo, com uso de robôs e redes de Whatsapp”.

A Pública conseguiu localizar alguns robôs e fakes de Twitter usados na campanha eleitoral que seguem bastante ativos. Alguns perfis fake ganharam notoriedade e fazem parte dos círculos de direita, como @Protest_A, que possui um blog com apenas duas postagens e uma página de Facebook que não existe. Outros são absolutamente automatizados, apenas retuitando links a partir de palavras-chave, como @brasil_levanta, criada em maio de 2013, e @BR45IL100PT. A @br45ilnocorrupt, conta ligada à ONG Brazil no Corrupt-Mãos Limpas, que criou a campanha “Viva Bolsonaro” e agora capitaneia a campanha “Marcha do Panelaço – 7 de setembro”, tem uma óbvia automatização das postagens, que se repetem e reproduzem tuítes de um determinado número de perfis de direita como o de Lobão.

Outros perfis mudaram de tema. Contas como @LaraFreittas_, @IvonePeixoto_, @BrunaSteffs e @Edenmoraes_, que compartilharam notícias favoráveis a Aécio Neves e seus aliados em estados como Espírito Santo e ajudaram a propagar hashtags #aecio45, #aecionaglobo #aecionarecord, #aeciopramudar, #corrupcaonapetrobras e #viradadoaecio, passaram a elogiar desbragadamente os novos lançamentos da Friboi, marca do grupo JBS, entre outras empresas. A foto fake de Lara Freitas foi retirada deste perfil no Badoo, enquanto a de Bruna Sheffs foi retirada desta notícia, a de Ivone Peixoto desta entrevista e a de Eden Moraes deste perfil.

Perfis de grande impacto no debate atual carregam ainda a marca de terem sido “inflados” para passar a impressão de autoridade na rede. Assim, o perfil @Dilmabr, criado para a eleição, possui mais de 2,3 milhões de seguidores falsos – 63% do total –segundo uma autoria feita através do site Twitter Audit. Do mesmo modo, o perfil de Danilo Gentili, um dos mais importantes “influenciadores” de direita, possui mais de 6 milhões de seguidores falsos, 58% do total de 10,5 milhões. Cada auditoria do site recolhe uma amostra de 5 mil seguidores e verifica a quantidade de tuítes, a data do último tuíte e a relação de seguidores com interações. Não se trata de uma auditoria oficial do Twitter, mas a métrica dá um bom indício de contas que podem ter aumentado seus seguidores de maneira artificial.

“A internet evolui tecnologicamente e organizativamente”, analisa o sociólogo Manuel Castells. “Hoje em dia, tudo o que ocorre na sociedade se expressa na internet, a liberação e o terrorismo, o feminismo e o pornô, comércio de tudo e culturas alternativas. Tudo se expressa na internet e é decisivo para qualquer projeto, negócio ou atividade. Portanto, é normal que haja fortes campanhas de direita, financiadas por grupos internacionais conservadores como as Indústrias Koch, presentes no Brasil; que isso ocupe espaços na internet e que, como tem mais dinheiro, tenha mais atividade”, diz o sociólogo. (Saiba mais sobre os Koch na reportagem A Nova Roupa da Direita). “Além disso, o surgimento de robôs é uma mudança fundamental. Mas há uma diferença. Os grupos poderosos têm dinheiro e poder institucional e têm tudo, televisão, jornais, internet e qualquer meio de comunicação de massa. Mas os movimentos críticos somente têm a internet, com algumas exceções. Por isso, a defesa da liberdade na internet e a utilização da internet são essenciais para os movimentos críticos ao sistema.”

Castells conclui: “O que é certo é que a comunicação dos jovens passa pelas redes sociais, e por isso os partidos e movimentos de todo tipo intervêm nas redes sociais, porque a única coisa segura sobre o futuro é que são os jovens de hoje que o farão. Quem mais influenciar a mente dos jovens no espaço da comunicação construirá as bases do poder – conservador, reformista ou revolucionário – no Brasil”.

email

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  • Victor Geraldine

    Boa noite Alex e amigos

  • Cássio Bj
  • Eric Ferreira Matos

    Boa noite, amigos! Sigo na escuta.

  • Daniel Souza

    Boa noite, Alex e ouvintes.
    PAU nesses vagabundos.

  • Nathanael Giglio

    Boa noite à todos ! Na escuta !!

  • Gabriel Hartleben Starosky

    Boa noite a todos.

  • Luis Henrique Ramalho Ribeiro

    Alex.
    O novo e-mail da Rádio Vox é [ radiovox@radiovox.org ]? Ou continua o g-mail?

  • Gabriel Hartleben Starosky

    Onde o Alex está vendo a citação à Rádio Vox?

    • Luciene Pastori

      Tb gostaria de saber

      • Daniel Souza

        Tente essa página, Luciene Pastori
        http://apps.apublica.org/network/

        • http://adlermedrado.com.br Adler Medrado

          O loco, estão utilizando até grafos para identificação dos “direitistas”? Isso me parece marcação heim? Temos que tomar cuidado, estão nos marcando um por um.

  • http://www.elianebonotto.com Eliane Bonotto

    Boa noite Alex e voxers.

  • Karina Martins

    Boa noite novamente, amigos!!!

    • Daniel Souza

      Há quanto tempo!

      • Karina Martins

        Pois é…

        • Daniel Souza

          Eu sou um xarope, não?!

          • Karina Martins

            De forma alguma…

  • Roberto Gomes

    boa noite a todos. Boa noite Alex Guerreiro!

  • Filipe

    Boa noite amigos!

  • Regina Milk

    Boa noite a todos. Alex, seguindo recomendação do dr.Heitor, fiz uma visita ao site do grupoinconfidência e li alguns artigos muito bons. Hoje fui entrar de novo e não consegui. Sabe o que significa? Deu essa informação:
    ERROR 404 – PAGE NOT FOUND
    Why am I seeing this page?
    How to find the correct spelling and folder
    404 Errors After Clicking WordPress Links
    How to modify your .htaccess file

    • Daniel Souza

      A página foi hackeada.

      • Regina Milk

        Ahhhhh ok então. Obrigada Daniel

  • João Ramos

    Boa noite Rádio Vox e ouvintes!

  • Marco Silveira

    Boa noite alex e amigos da radio vox !

  • Luciene Pastori

    Boa noite

  • Luis Henrique Ramalho Ribeiro

    Senhores.
    Colaborem à Rádio Vox! Até Portugal não tem um Rádio como a Vox.

  • André Augusto

    Boa noite Pessoal!

  • BeaMMoura

    Alex, boa noite. Entendo seu objetivo. Msd tá chato. Prefiro fazer a observação no aberto.. Não aguento mais escutar esses textis sobre natalias, marinas….textos que vc fica lendo. Pode me xingar. Prometo voltar qdo vc sair desse assunto. Aí vc vai dizer q não vai parar. Sinto. Ontem veio Vitor e vc atropelou. Entendo que vale dizer qdo não tá legal. Te admiro. Repense. Abraço grande

    • Gabriel Hartleben Starosky

      Se o Alex está analisando fezes, não pode reclamar do cheiro.

      • BeaMMoura

        Posso sim. quem é vc pra dizer o que posso ou não posso postar? Vá te catar.

  • Filipe

    “Usando as mesmas táticas usadas por ativistas dos direitos dos ‘gays’, pedófilos começaram a procurar estatuto semelhante argumentando seu desejo por crianças é uma orientação sexual diferente do que heterossexuais ou homossexuais.”
    http://allenbwest.com/2015/06/that-was-fast-yesterday-it-was-gay-marriage-now-look-who-wants-equal-rights/

  • Gabriel Hartleben Starosky

    http://www.portaldosjornalistas.com.br/perfil.aspx?id=13538

    “Jornalista investigativa independente, passou por diversos veículos como o Terra, Caros Amigos, além de ter colaborado com matérias para revistas e jornais internacionais. É diretora da agência Pública, uma agência independente de Jornalismo Investigativo. Recebeu o Troféu Mulher Imprensa 2013”

    TODA VEZ que tiver escrito “jornalista independente”, pode colocar que não é. É sempre o contrário. Jornalista que é independente mesmo não precisa estampar este rótulo. Pela sua atividade, já é possível perceber isso.

  • Plinio Brasil

    BOA NOITE…
    VOXERS.

  • Gabriel Hartleben Starosky

    Que ele chama de gayzismo? Mas que merda de jornalismo é esse que nem investiga a origem de um termo em circulação? PQP! Jornalismo independente? Só se for da verdade.

  • Daniel Andrade

    Padre Fábio de Melo é amigo da garotada: dá o c* e não cobra nada (https://br.celebridades.yahoo.com/video/padre-f%C3%A1bio-melo-%C3%A9-s%C3%B3-141843267.html).

  • João Ramos

    Acho que convém divulgar neste momento de ascensão da agenda gayzista, uma playlist que fiz com vídeos do Olavo sobre “casamento gay” e gayzismo.

    https://www.youtube.com/playlist?list=PLjRh8yNXcqrhXfz-7IcD24dq1uIc10Hpt

  • Karina Martins

    O Alex disse que fará um infográfico para explicar essas ligações!!! Será excelente!!!

  • Luis Henrique Ramalho Ribeiro

    ATENÇÃO À OCUPAÇÃO NOS ESPAÇOS COMO GRAMCHI:
    A internet.

  • Luiz Filipe Romero Raia

    Bom dia amigos!

  • Juan Hernandes Lins da Costa

    Fincanciamento sem fim para mentir, definir ‘Direita” como esses Essas Canalhas, que concatenam informações sobre o Prof. Carvalho sem nenhum fundamento. Artigo da empregada do Soros, ela não investigaria nem a verdadeira origem da grana dela

  • Plinio Brasil

    SIRIA – JOVEM SIRIA LUTA CONTRA A PRATICA DE PEDOFILIA ISLAMICA DO CASAMENTO DE GAROTINHAS COM HOMENS ADULTOS. http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/06/malala-siria-luta-contra-casamentos-de-criancas-com-homens-mais-velhos.html

  • Daniel Souza

    Serviço de utilidade pública.
    Para grupos anti polícia disponibilizamos números importantes de telefone para quem precisa e ajuda ao lidar com o perigo.

    • Luiza Barbosa

      Quais?

      • Daniel Souza

        Atualize o navegador.

    • Karina Martins

      Hahahahaha!!! O melhor é o do The Flash…

  • Luis Henrique Ramalho Ribeiro

    Imagino:
    Quando pessoas como globalistas controlarem a internet,como enviar estas informações.

  • Pedro Hongaratti

    Boa noite pessoal!!

  • Daniel Souza

    Como não esquecer a escolta especial aos caminhões da friboi.
    https://youtu.be/c2V9YOhTBEE

  • Luciano Barbosa

    Boa noite a todos!

  • Daniel Souza

    Para que socializar as empresas, vou socializar o povo alemão.
    Adolf Hitler.

  • Bruno de Moura

    Entenda a subversao comunista por Yuri Bezmenov (ex-KGB)

    https://www.youtube.com/watch?v=DdXnNDgyy9E

    https://www.youtube.com/watch?v=A4hyrnCbn5E

  • Regina Milk

    Obrigada Alex, boa noite a todos

  • Plinio Brasil

    boa noite

  • Leandro Pereira

    Boa noite pessoal, Alex. Tamo na escuta.

  • Rodrigo

    Outra jornalista que combatia o Putin, sem grana e apoio, era a Anna Politkovskaya. Ela jogou no ventilador toda a tramóia do Putin na Chechênia, e acabou fuzilada por uns motoqueiros na rua (o método que a Venezuela importou com os “coletivos”).

  • Daniel Souza

    Boa noite a todos.
    Alguém por aí?

  • Eric Ferreira Matos

    Boa noite!! Na escuta!

  • Plinio Brasil

    ALEX e GALERA VOXERS : NO GOVERNO DILMA A GLOBO FATUROU 62 BILHÕES DE REAIS. E SUA FILIAS RECEBERAM 49% DAS VERBAS PÚBLICAS.

    Vhttp://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/186838/TV-Globo-faturou-R$-62-bi-nos-governos-Lula-e-Dilma.htm

    • Daniel Souza

      Faltou uma vírgula aí.rs

      • Plinio Brasil

        GRATO.

  • Victor Geraldine

    Boa noite Alex e amigos

  • Nathanael Giglio

    Boa noite à todos !!!! Na escuta !!

  • Regina milk

    Alex, voxers, boa noite

  • Jovert LG

    Doutrinação infantil

  • Gabriel Hartleben Starosky

    Boa noite a todos. Há tempos tenho que utilizar máscara de gás para tanta merda analisada pelo Alex.

  • Plinio Brasil

    O GRUPO TERRORISTA TEOCRATICO SOCIALISTA ; ESTADO ISLAMICO ,APERTA O CERCO A OS GAYS NA SIRIA. UÉ cade o movimento GLBT brasileiro contra o ESTADO ISLAMICO?

    http://oglobo.globo.com/mundo/estado-islamico-aperta-cerco-contra-gays-na-siria-15485912

    • Rodrigo

      A traveca que se fantasiou de Cristo não irá até Raqqa e se fantasiar de Maomé?

      • Plinio Brasil

        NÃO PASSA DA ENTRADA DA CIDADE !!!

  • Nathanael Giglio

    Pergunta que não quer calar :- A ANTA cortou algum centavo dos 51 bi da CONTAG ??? A ANTA cortou algum cargo ” CC ” ?????????????????????????

  • Daniel Souza

    Falando em Ney Matogrosso…
    Alex, você tem aquele vídeo da versão duginista do Ney Matogrosso?

  • Rodrigo

    Radiografia simples: se o patrocínio estatal para a grande mídia for cortado a zero não sobra NENHUM jornal ou revista.

    Veja, Istoé, Globo, Folha e os demais blogueiros progre$$i$ta$. O lugar desses bandidos é na prisão.

  • Regina milk

    Nr. De sites sobre turismo sexual aumenta mais de 50 por cento. Definitivamente o puteiro esta escancarado mesmo

    • Rodrigo

      O Brasil já escancarou o turismo sexual infantil. Áreas do NE, como Fortaleza, por exemplo, infelizmente estão cheios de gringos atrás de crianças.

  • Rodrigo

    Playboy já morreu faz tempo. Uma coisa positiva que os sites pornôs fizeram foi quebrar essa merda.

  • Rodrigo

    A Contag vai ter 54 bilhões de reais de orçamento (nas mãos da CNBB)? Fiz uma pequena pesquisa aqui e a estimativa do orçamento do Vaticano inteiro em 2011 foi… US$ 308 milhões…

    • Plinio Brasil

      QUEM MANDA NA CNBB ??? TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO !
      QUEM CRIOU A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO?? KGB.

  • Plinio Brasil

    GEOPOLÍTICA – ESTADO ISLÂMICO APOS ENTRADA DO EXERCITO CURDO CONTRA ELES, JÁ PERDEU 25% DO TERRITÓRIO. http://www.dci.com.br/internacional/estado-islamico-perde-territorios,-mas-continua-forte,-alerta-pentagono-id477812.html

  • Karina Martins

    Boa noite, again!!!

  • Plinio Brasil
    • Karina Martins

      Pelo bem dos argentinos, espero que seja uma oposição de verdade, e não algo como essa enganação de “oposição” que temos no Brasil…

  • André Augusto

    Boa noite Pessoal!

  • Rodrigo

    Só o Alborghetti pra purificar as almas com este Brasil atual.

  • Lincoln Figueredo

    Boa noite voxers!

  • Daniel Souza

    Mestre Dal tinha que estar vivo pra exorcizar a grande merdia!

  • Rodrigo

    Sempre ouço este áudio do Dalborga pra desestressar:

    https://www.youtube.com/watch?v=jmqS6dbURx0

  • Plinio Brasil

    PAPA FRANCISCO (“CHICO”) VAI MASCAR FOLHA DE COCA NA BOLIVIA EM SUA VIAGEM PEREGRINA.
    http://boainformacao.com.br/2015/06/bolivia-afirma-que-papa-mascara-folha-de-coca-devido-a-propriedades-medicas/

    • Regina milk

      Aff

      • Plinio Brasil

        TEOLOGIA DA LIBERTAÇAO. CADA VEZ TENHO MAIS CERTEZA.

    • Rodrigo

      É o papa que gravou vídeo em apoio à Via Campesina…

  • Jefferson Teixeira
  • Luis Henrique Ramalho Ribeiro

    Alex.
    O novo e-mail da Rádio Vox é [ radiovox@radiovox.org ]? Ou continua o g-mail?

  • Veronica Ruzzi

    Boa noite Alex, o que incomoda estes dementes é que existe pessoas que raciocinam e tem opinião próprio.

  • Plinio Brasil

    ESTÁ É A CANTORA POP DO CURDISTÃO. A MUSICA “REVOLUTION” ESTÁ FAZENDO UM SUCESSO MUNDIAL. E É MOTIVACIONAL AS TROPAS ENTRE OS HOMENS JOVENS CONTRA O ESTADO ISLAMICO! O CLIP REVELA MUITO O CARATER CURDO FRENTE A ADVERSIDADE. CANTORA; HELLY LUV.

    https://www.youtube.com/watch?v=fLMtTQsiW6I

    • Plinio Brasil

      Shalom e saudo de todos israelenses e judeus em apoio a liberdade curda !!! AS PROMESSAS BRITANICAS DE 1921 DEVEM SER CUMPRIDAS. ESTADO CURDO LIVRE E INDEPENDENTE.

  • Luiza Barbosa
  • Rodrigo de Souza

    Boa noite galera? Vcs sabem se essa noticia é verdadeira?

    http://noticias.gospelprime.com.br/lei-pastores-direito-nao-casamento-gay/

    • Elson da Silva

      Infelizmente o EUA já fez a merda.

    • Daniel Souza

      O procurador geral do Texas disse que “as decisões da suprema corte terminam na primeira emenda e nas leis que protegem a liberdade religiosa da constituição”.

  • Rodrigo

    Natalia “Boça” Viana.

  • Elson da Silva

    Boa noite a todos.

  • Rodrigo

    Alex, a jornalista da Veja que está sendo processada por plágio é aquela que lembra, vagamente, a Elvira?

    • Daniel Souza

      Hahaha…
      Essa mesma.

  • Luiz Filipe Romero Raia

    Bom dia amigos, na escuta aqui

  • Luiz Filipe Romero Raia

    Fuma fuma fuma, folha de bananeira…. Fuma na boa, depois bora pra cadeia!!!!

  • Luiz Filipe Romero Raia

    Corrompe mesmo, já vi cara que não ligava pra política, se tornou usuário de maconha, e caiu pro PSOL!!!!!!

  • Davi Lima

    O Kim Kataguiri é falsa oposição como a Veja?

    • Lincoln Figueredo

      Provavelmente não. É um inocente útil da falsa oposição mesmo.

  • Lincoln Figueredo

    Toda e qualquer fuga da realidade (sexo, drogas, álcool, jogo, etc) faz o indivíduo se afastar da sua verdadeira natureza e desperdiçar a própria existência.
    Deus nos deu a vida para evoluirmos e nos elevarmos dentro do Seu plano.
    Estes que se deixam cair pelo caminho escolhendo a porta larga merecem a nossa compaixão e ajuda. Mas só quando buscarem a ajuda por que não devemos dar pérolas aos porcos.

  • Nathanael Giglio

    A origem da palavra ASSASSINO está ligada ao nome de uma pessoa, Hassan Sabbah, persa que fundou uma seita xiita ismaelita, cujos membros assassinavam chefes cristãos ou sunitas depois de consumirem haxixe.

  • Daniel Souza

    O Francisco Neves é gente fina.

    • Plinio Brasil

      DIZEM QUE AERCIO NEVES TAMBÉM É GENTE DA ” FINA ” …

      • Daniel Souza

        Não seria cheira a fina?

        • Plinio Brasil

          BOA EDITAREI.

      • Daniel Souza

        Agora sim.

  • Luiz Filipe Romero Raia

    São os “descoladinhos” da internet alguns desses aí né

  • Plinio Brasil

    FALANDO EM LAERTE … E SUAS AMIZADES… CONVERSAS ENTRE MOÇAS SOCIALISTAS. SERÁ QUE TOMARAM ALGUM “CUBÃO” NESTA EXPOSIÇÃO…??
    Antes que apareça algum socialista a maliciar “cubão” e quando socialista tomam “goró” tipo lula.

  • Pedro Hongaratti

    Boa noite pessoal!

  • Plinio Brasil
  • Plinio Brasil

    FILHO DE FIDEL É FLAGRADO NA TURQUIA EM OSTENTAÇÃO EXPLICITA DO LADO OCULTO NOMEKLATURA , UM PLENO GOZO CAPITALISTA COMPARÁVEL A ALTA ELITE METACAPITALISTA: LULAS e CASTROS SÃO IGUAIS. http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2015/06/30/filho-cacula-de-fidel-e-flagrado-em-resort-de-luxo-e-guarda-costas-agride-reporter-onde-estavam-os-lulinhas/

    • Daniel Souza

      Lulinha aqui e Fidelzinho lá.

    • Plinio Brasil

      Jornalistas turcos foram agredidos mas as fotos foram enviadas on line a redação do jornal turco.

  • Nathanael Giglio

    Bom descanso à todos !!

  • Luiz Filipe Romero Raia

    Bom descanso amigos, até mais!

  • Leandro Pereira

    Boa noite pessoal, Alex. Socialista Morena dizendo que não recebe grana do governo. Saca só:
    http://www.portaldatransparencia.gov.br/despesasdiarias/empenho?documento=115406204152014NE002291